Nascida em 01 de setembro de 1886 em Capivari, Tarsila passou a infância nas fazendas de seus pais. Estudou em São Paulo no Colégio Sion e depois em Barcelona onde pintou o seu primeiro quadro, "Sagrado Coração de Jesus", em 1904.
Ao chegar da Europa, em 1906, casou-se com o médico André Teixeira Pinto, seu noivo. Rapidamente o primeiro casamento da artista chegou ao fim. A diferença cultural do casal era grande. O marido se opunha ao desenvolvimento artístico de Tarsila, já que ele era conservador e, para os homens da época, a mulher só deveria cuidar do lar. Revoltada com essa imposição, ela se separa, mas só conseguiu a anulação do casamento anos depois. Com ele teve sua única filha, a menina Dulce, nascida no mesmo ano do casamento.
Início da Carreira
Começou a aprender pintura em 1917, com Pedro Alexandrino Borges. Mais tarde, estudou com o alemão George Fischer Elpons. Em 1920, viaja a Paris e frequenta a Academia Julian. Também estudou na Academia de Émile Renard.
Já no Brasil, em 1922, é apresentada a Anita Malfatti e junto com ela, Oswald de Andrade, Mario de Andrade e Menotti Del Picchia, conhecidos como o grupo dos cinco, agitaram culturalmente São Paulo com reuniões, festas e conferências.
Em janeiro de 1923, na Europa, Tarsila se uniu a Oswald de Andrade e o casal viajou por Portugal e Espanha. De volta a Paris, estudou com os artistas cubistas: frequentou a Academia de Lhote, conheceu Pablo Picasso e tornou-se amiga do pintor Fernand Léger, visitando a academia desse mestre do cubismo, de quem Tarsila conservou, principalmente, a técnica lisa de pintura e certa influência do modelado legeriano.
Tarsila teve vários outros períodos de permanência em Paris onde estudou com vários mestres da pintura da época e frequentava o ambiente cultural da época sempre ligada aos brasileiros que também estavam por lá como Di Cavalcanti, Villa Lobos, e outros.
II - Quadro - "Autorretrato - (Manteau Rouge)", 1923
Em um jantar em homenagem a Santos Dumont em Paris, Tarsila chegou atrasada vestida com um casaco vermelho e causou muito sucesso entre os convidados. Além da roupa deslumbrante, sua aparência era arrebatadora. Ela eternizou este momento neste primoroso autorretrato.
Autorretrato, Tarsila, 1923
III - Morro da Favela (1924)
“Encontrei em Minas as cores que adorava em criança. Ensinaram-me depois que eram feias e caipiras. Segui o ramerrão do gosto apurado. Mas depois vinguei-me da opressão passando-as para as minhas telas: azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo, verde cantante...”
Depoimento de Tarsila. Página "Tarsila do Amaral Oficial"
Morro da Favela, Tarsila, 1924
IV - Operários (1933)
"Tarsila sensibilizou-se com a causa operária no Brasil e no mundo, e também captou o momento da crescente industrialização do nosso país. O quadro Operários, pintado em 1933, foi o primeiro na arte brasileira a abordar uma temática social". Página "Tarsila do Amaral Oficial"
A música do romantismo é aquela composta segundo os princípios da estética do romantismo, predominante durante o século XIX. Na história da música, corresponde ao período que se seguiu ao classicismo.
A Sinfonia nº 3 (Eroica), de Beethoven, obra de 1804, é por vezes considerada como o marco do fim do período clássico e do começo da música romântica. Porém, alguns musicólogos situam o início do romantismo na música já no final do século XVIII, enquanto outros consideram que o período romântico tem início por volta de 1810, ano em que o termo "romântico", antes apenas aplicado ao movimento literário, foi usado para qualificar Beethoven por E.T.A. Hoffmann (1776-1822), nos seus ensaios sobre a Sinfonia nº 5 . Já o final do romantismo na música é situado entre 1880 e 1910, a depender do autor.
Chopim tocando a Polonaise no hotel Lambert, tela de Teofil Kwiatkowski, 1849~1860
A época do romantismo musical coincide com o romantismo na Literatura, Filosofia e Artes Plásticas. A ideia geral do romantismo é que a verdade não poderia ser deduzida a partir de axiomas. Certas realidades só poderiam ser captadas através da emoção, do sentimento e da intuição. Por essa razão, a música romântica é caracterizada pela maior flexibilidade das formas musicais e procurando focar mais o sentimento transmitido pela música do que propriamente a estética, ao contrário do classicismo. No entanto, os géneros musicais clássicos, tais como a sinfonia e o concerto, continuaram sendo escritos.
II - Os Compositores do Romantismo
Podemos considerar que Beethoven, com o poder emocional de sua musica, foi o precursor do romantismo na música. O seu tempo coincidiu com a época da revolução francesa em que mais claramente se valorizava os direitos do indivíduo.
Nesse período romântico, o instrumento de maior destaque foi o piano, e ele deu origem a muitos interpretes virtuoses. Apesar de os grandes concerto ainda serem valorizados, houve uma tendência para a música mais intimista feita para os salões. Os compositores passaram a escrever música também para interpretação de diletantes.
A música da era romântica conquistou perenidade junto aos ouvintes. Ela continua a ser desfrutada por sua riqueza na invenção melódica e harmônica.
Compositores: Beethoven, Franz Schubert, Franz Liszt, Frederic Chopin, Schumman, Strauss, Mendelssohn, Brahms, Tchaikovsky, Mahler, ...,.
III - Frederic Chopin
Frédéric François Chopin, também chamado Fryderyk Franciszek Chopin, nasceu na Polônia, na vila de Zlawzowa Wola no início de 1810. Seu pai era francês e por isso ele teve dupla nacionalidade. Fugiu da Polônia quando tinha a idade de 18 anos para escapar do domínio dos russos que haviam invadido Varsóvia e ao quais ele se opunha. Radicou-se na França onde viveu até outubro de 1849 quando veio a falecer em 17 de outubro com apenas 39 anos de idade.
Chopin é amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história. Sua técnica refinada e sua elaboração harmônica vêm sendo comparadas historicamente com as de outros grandes compositores, como Mozart e Beethoven, assim como sua duradoura influência na música até os dias de hoje.
Histórico
Chopin começou a estudar música com seis anos. Com oito anos ele toca com uma orquestra e a imprensa já passa a tratá-lo como menino prodígio. O irmão do Czar russo, o grão duque Constantino o convida frequentemente para tocar na sua residência que ele ocupa em Varsóvia.
Adolescência / Juventude
Chopin cresceu em uma família estabilizada, razoavelmente bem economicamente e cercada de afeto. Sua mãe era extremamente carinhosa e seu pai um intelectual que lhe fez aprender alemão e francês no seu período de Liceu. O seu pai frequentava círculos intelectuais com historiadores, poetas, matemáticos e músicos.
No outono de 1826, Chopin começou a estudar teoria musical, baixo cifrado e composição musical com o compositor Józef Elsner, do Conservatório de Varsóvia
Em agosto de 1829, três semanas depois de sair do Conservatório de Varsóvia, incentivado por seu professor Elsner, Chopin fez uma brilhante estréia, em Viena. Ele fez duas apresentações de piano e recebeu muitas opiniões e comentários favoráveis, juntamente com outros que criticaram o baixo tom que ele produziu com o piano. Esta curta viagem não foi suficiente para ele. Como um grande artista ele sonhava com um reconhecimento internacional. A presença russa na Polônia também causava insatisfação em todos os jovens da época. Sua amiga Constance Gladkowska lhe escreveu: "Para a coroa de sua glória imperecível, você deve abandonar os queridos amigos e amada família. No exterior eles podem melhor apreciar e recompensar o seu talento" Em 2 de novembro de 1830, Chopin deixou Varsóvia para dar concertos na Europa Ocidental. Ele nunca retornou à Polônia. Ao fim do mês, eclodiu o Levante de Novembro e sua companhia de viagem Titus Woyciechowski voltou para casa para participar. Chopin permaneceu em Viena, em certa ansiedade pelos seus entes queridos.
Desgostoso e com falta de dinheiro, Chopin deixou Viena em 20 de Julho de 1831 para tentar a sua sorte em Paris. A viagem é feita por Salzburg, Munique, onde ele dá um concerto, e Stuttgart, onde permaneceu até início de setembro. Isto é onde a 8 de setembro, ele recebeu a notícia da queda de Varsóvia, sem saber o que aconteceu com sua família. É nesse contexto que ele chega em Paris em setembro de 1831.
Paris
O contexto político em Paris é favorável à causa polonesa. Muitos imigrantes juntaram-se na capital e formavam uma comunidade que ele frequentava nos salões do Hôtel Lambert na Île de la Cité; ele também se torna um membro da Sociedade Literária Polonesa e até mesmo realiza em 1835 um concerto de caridade em benefício dos refugiados.
Condessa Potocka
Para sobreviver Chopin dá aulas de piano. Uma de suas alunas é a Condessa Potocka, e com a sua ajuda e a de Valentin Radziwill, Chopin se tornou o elegante professor de piano da aristocracia polonesa no exílio e dos círculos parisienses mais exclusivos. Esta atividade, à qual dedica um quarto de sua existência é bem paga e assegura a riqueza material.
A amizade entre a Condessa Delfina Potocka, bela e rico protectora , e Chopin é baseada em um senso de respeito e estima mútua . Essa afinidade entre o músico e o meio aristocrático promove a expressão da dimensão artística de Chopin nos salões: "Ninguém pode rotular Chopin como compositor salão, mas no entanto, é nos salões parisienses em que ele se identifica e recebe estímulo para desenvolver a sua música.
George Sand
De 1838 à 1847, Chopin desenvolveu um relacionamento sério com a escritora George Sand. Ela tinha trinta e quatro anos, dois filhos e já era rica devido ao sucesso de seus livros.
No início de seu relacionamento, Chopin tinha vinte e oito anos de idade, e eles compartilhavam da atmosfera agitada de Paris. Logo depois eles passaram a ficar mais isolados e dedicados aos seus trabalhos e foi quando George Sand desenvolveu um amor quase maternal para Chopin devido às suas necessidades de cuidados com sua sáude.
De 1839 a 1846 , eles ficaram muito tempo em Nohant, propriedade de Sand perto de Paris. É uma época feliz para Chopin na qual ele compôs algumas de suas melhores obras: a Polonesa Heróica, a Balada4th, a Barcarolla, ...
Em 1847 eles se separaram definitivamente.
Deterioração de Saúde e Morte
Após a separação de Sand, Chopin realizou um circuito de apresentações pela Inglaterra e Escócia, entretanto sua saúde deteriorava-se gravemente.
Chopin nunca gozou de plena saúde. Da natureza doentia, seu estado geral piorou consederavelmente Os invernos lhe causavam muitos problemas e seu desconforto pulmonar era intenso. Atualmente os médicos supõem que Chopin padecia de fibrose cística.
No sábado 14 de outubro de 1849 gravemente enfermo, Chopin estava cercado por todos os seus amigos, com exceção de Sand, com quem ele se encontrou apenas uma vez após a separação. No domingo 15 de outubro, a sua inseparável amiga Delphine Potocka, a pedido de Chopin, tocou piano e cantou na sala ao lado de seu leito. Ele faleceu nessa data.
Relacionamento Musical
O período musical em que viveu Chopin foi marcado por uma evolução singular da técnica de piano. Como o que tinha sido desenvolvido alguns anos antes de Paganini para violino. Grandes virtuoses como Liszt encantavam o mundo com sua técnica. Liszt tornou-se grande amigo de Chopin a quem admirava e incentivava como compositor atribuindo a esse vários avanços nesse instrumento.
Liszt sabia que Chopin não gostava muito de outros compositores de sua época pois achava que eles não acrescentavam muito. Chopin era admirador de Beethoven e Mozart de um período anterior. Do seu período Liszt e Berlioz eram os que melhor ele admirava e convivia.
Como ele confidenciou ao seu amigo Franz Liszt , Chopin não gostava (ao contrário de seu amigo) de dar concertos, preferindo aconchegantes lounges, atmosfera onde, à noite, cercado por seus amigos, ele criava emoção no coração das pessoas que amava. Ele representou, no entanto, ele mesmo, um ideal romântico que permaneceu útil para outros compositores em seu trabalho.
Chopin é reconhecido como um dos maiores compositores de música do período romântico e um dos mais famosos pianistas do século XIX th . Sua música ainda é uma das mais tocadas e continua a ser uma transição necessária para a compreensão do repertório pianístico universal. Com Franz Liszt , ele é o pai da moderna técnica de seu instrumento e sua influência é precursora de uma linha de compositores como Gabriel Fauré, Maurice Ravel, Claude Debussy, Sergei Rachmaninoff, Alexander Scriabin, Henri Kowalski.
IV - Quatro Músicas de Chopin
a) Polonaise La bemol maior, Op. 53 ou Polonaise Heróica
Quando a Revolução de 1848 teve início na França, as mulheres não tinham direitos e George Sand, escritora e companheira de Chopin por 8 anos, acreditava que essas eram necessárias para o progresso. Por esta altura, Sand começou seu próprio jornal, que foi publicado em uma cooperativa de trabalhadores. Isso lhe permitiu publicar ensaios mais políticos, expressando suas fortes convicções. Em uma delas, por exemplo, ela escreveu: “Eu não posso acreditar em qualquer república que começa uma revolução matando seu próprio proletariado.”
Ao ouvir a Polonaise de Chopin em Lá bemol maior, op. 53, Sand ficou com uma impressão simbólica profunda, que ela comunicou a Chopin em sua correspondência particular. Em uma de suas cartas, ela escreveu com paixão “A inspiração! A força! O vigor! Não há dúvida de que tal espírito deve estar presente na Revolução Francesa. A partir de agora esta polonaise deve ser um símbolo, um símbolo de heroísmo!”).
Apesar da relutância de Chopin para dar nomes descritivos em sua música, os estudiosos de música e pianistas de concerto têm, no entanto, associado a grande composição dessa música com este apelido, “Heroica”.
Arthur Rubinstein (Łódź, 28 de janeiro de 1887 — Genebra, 20 de dezembro de 1982) foi um pianista polonês e judeu, naturalizado estadunidense muito conhecido como um dos pianistas mais virtuosos do século XX. Foi aclamado internacionalmente por suas performances de Chopin e Brahms. Foi um dos pianistas mais talentosos de sua época. Dispensa maiores comentários.
b) Noturno número 2
"Os Noturnos, Op. 9 são um conjunto de três noturnos (No1, No 2 e No 3) escritos por Frédéric Chopin entre 1830 e 1832 e dedicados a Madame Camille Pleyel. A obra foi publicada em 1832.
Chopin herdou a forma do compositor irlandês John Field; A influência de Field é palpável nos trabalhos mais cedos publicados por Chopin. Os três Noturnos, Op 9, com os quais Berlioz e Liszt se apaixonaram, ainda mostram a influência de Field no estilo, embora mesmo nesse estágio inicial o desenvolvimento do cromatismo melancólico e a melodia vigorosa de Chopin contrastem com o estilo mais simples de Field.
O Noturno em Mi bemol maior, Op.9, No.2 é muito possivelmente a mais famosa obra que já foi escrita por Chopin. Apesar das muitas interpretações insípidas a que foi submetida ao longo dos anos, continua a ser uma obra de grande encanto. Das três peças em Opus 9, esta é a mais pesadamente em dívida com John Field, tanto em termos de sua estrutura de frase direta e sua atmosfera bastante simples.
Há pouco espaço mesmo para sentimentalismo superficial, mesmo dentro da pequena cadência impressionante que conclui o trabalho." (https://www.allmusic.com)
Elisabeth Leonskaja(nascida em November 23, 1945) é uma notável pianista e professora Soviética e Austríaca. Ela nasceu de uma família de judeus poloneses vivendo em Tibilisi, na época capital da República Socialista Soviética da Georgia.
Começou a tocar piano desde os seis anos de idade. Aos 19 anos ela ganhou uma competição internacional de piano em Bucareste. No júri estavam o compositor e maestros Aram Khachaturian e o pianista Arthur Rubinstein. Ela deixou a União Soviética em 1978 e vive desde então em Viena.
O seu cd duplo "Noturnos de Chopin com Elizabeth Leonskaja" é uma das melhores gravações disponível desse fabuloso estilo musical. Altamente recomendado
c) Tristesse
O Estudo Opus 10, nº. 3 em mi maior, apelidado de "Tristesse" ("Tristeza"), é um estudo para piano solo, composto por Chopin em 1832. Foi primeiramente publicado em 1833 na França, Alemanha e Inglaterra como a terceira peça de seus Estudos Opus 10.
A respeito deste vagaroso estudo, o próprio Chopin acreditava ser o de mais bela melodia que já havia criado. A peça se tornou famosa por entre inúmeros arranjos populares.
Tanto "Tristesse" quanto "Farewell" (Adeus) são nomes dados à obra por Chopin.
Valentina Lisitsaé uma pianista clássica Ucraniana, nascida em Kiev em 1973. Valentina vive actualmente na Carolina do Norte, EUA e é casada com Alexei Kuznetsoff, que é também pianista e seu parceiro em vários duetos.
Tendo nascido em uma família de não-músicos, Valentina começou a tocar piano aos 3 anos, e com 4 anos deu o seu primeiro recital solo. Mas ao contrário de muitos prodigios musicais, Valentina não pensava numa carreira musical, ela sonhava ser jogadora profissional de xadrez.
Com pouco esforço Valentina passou pelo Conservatório de Kiev, onde ela conheceu o seu futuro marido Alexei Kuznetsoff, que a fez pensar mais seriamente na sua carreira musical.
Lisitsa gravou oito álbuns para a Audiofon Record Company, bem como um DVD com 24 estudos de Chopin. Lançou ainda dois DVD, um com temas de Schubert e Liszt, bem como outro com Obras-primas de Ravel e Liszt , ambos foram lançados no outono de 2006.
d) Chopin Preludes Op. 28, No. 17
Preludes, op. 28, são um conjunto de peças curtas para piano, publicadas originalmente em 1839 e dedicados a Joseph Christoph Kessler, um compositor de estudos de piano na época de Chopin. Dez anos antes, Kessler tinha dedicado seu próprio conjunto de 24 Preludios, op. 31, a Chopin. Embora o termo prelúdio seja geralmente usado para descrever uma parte introdutória, as peças de Chopin são unidades independentes, cada uma transmitindo uma ideia específica. Os prelúdios Op. 28 foram encomendados pelo fabricante de pianos e editor Camille Pleyel por 2.000 francos. Chopin escreveu entre 1835 e 1839, a maior parte em Valldemossa, Maiorca, onde passou o inverno de 1838-1839 para onde ele tinha fugido com George Sand e seus filhos para escapar do úmido clima de Paris.
Arthur Moreira Lima Jr.(Rio de Janeiro, 16 de julho de 1940) é um pianista erudito brasileiro.
Arthur Moreira Lima começou a estudar piano aos seis anos de idade, tendo por professora Lúcia Branco que também tivera por alunos nomes como Tom Jobim e Nelson Freire. Aos oito, tocou um concerto de Mozart com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Além de Lúcia Branco teve como mestres Marguerite Long (Paris) e Rudolf Kehrer (Conservatório Tchaikovsky de Moscou).
Arthur Moreira Lima projetou-se internacionalmente na Competição Internacional de Piano Frédéric Chopin de 1965, em que conseguiu o segundo lugar. Laureou-se também em várias outras competições, incluindo a também prestigiosa Competição Internacional Tchaikovsky de 1970, ficando em terceiro lugar. Arthur Moreira Lima é um grande divulgador da música clássica no Brasil e um de nossos melhores talentos.
V - A vida de Chopin em Filme;
A Noite Sonhamos (A song to Rememeber)(1945) por Charles Vidor com Cornel Wilde (Chopin) e Merle Oberon (George Sand). Cornel Wilde foi nomeado para um Oscar por sua performance
Disponível no Youtube - https://www.youtube.com/watch?v=xWW-MpNZlBc
VI - Referências
Wikipedia: Chopin / Arthur Rubistein / Elizabeth Leonskaja / Valentina Lisitsa
Noturno no 2 - (https://www.allmusic.com/composition/nocturne-for-piano-no-2-in-e-flat-major-op-9-2-ct-109-mc0002426096)
Música Clássica - Guia Ilustrado Zahar, editado por John Burrows
VII -Outras Publicações da série "Musica Erudita"
Música Barroca - A Música de Johann Sebastian Bach
Machu Picchu, também chamada "cidade perdida dos Incas", é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, Departamento de Cusco, atual Peru.
Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.
Consta de duas grandes áreas: a agrícola formada principalmente por terraços e recintos de armazenagem de alimentos; e a urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais. A disposição dos prédios, a excelência do trabalho e o grande número de terraços para agricultura são impressionantes, destacando a grande capacidade daquela sociedade. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a história inca, tudo planejado para a passagem do deus sol.
O lugar foi elevado à categoria de Patrimônio mundial da UNESCO, tendo sido alvo de preocupações devido à interação com o turismo por ser um dos pontos históricos mais visitados do Peru. A organização suíça New Open World Corporation (NOWC) em votação mundial gratuita pela internet e ligações telefônicas (mais de 100 milhões de votos pelo mundo) e com analise de arquitetos e arqueólogos classificou Machu Picchu como umas das sete maravilhas do mundo moderno. Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque. (Wikipedia)
II - Histórico
a) Os Incas
O Império Inca (Tawantinsuyu em quíchua) foi um Estado criado pela civilização inca, resultado de uma sucessão de civilizações andinas e que se tornou o maior império da América pré-colombiana. A administração política e o centro de forças armadas do império ficavam localizados em Cusco (em quíchua, "Umbigo do Mundo"), no atual Peru. O império surgiu nas terras altas peruanas em algum momento do século XIII.
De 1438 até 1533, os incas utilizaram vários métodos, da conquista militar à assimilação pacífica, para incorporar uma grande porção do oeste da América do Sul, centrado na Cordilheira dos Andes, incluindo grande parte do atual Equador e Peru, sul e oeste da Bolívia, noroeste da Argentina, norte do Chile e sul da Colômbia.
O império abrangia diversas nações e mais de 700 idiomas diferentes, sendo o mais falado o quíchua. Outro idioma que se destacava era a língua aimará, de uma das principais etnias componentes, os aimarás. O nome quíchua para o império era Tawantinsuyu, que pode ser traduzido como as quatro regiões ou as quatro regiões unidas. Antes da reforma ortográfica era escrita em espanhol como Tahuantinsuyo. Tawantin é um grupo de quatro partes (tawa significa "quatro", com o sufixo -ntin que nomeia um grupo); Suyu significa "região" ou "província". O império foi dividido em quatro Suyus, cujos cantos faziam fronteira com a capital, Cusco (Qosqo). (Wikipedia)
b) Pachacutec e o Reino de Cusco, sede do Império dos Incas (reinou de 1438 a 1471)
Um primeiro momento de desenvolvimento da cultura inca ocorreu após a migração para o vale de Cusco, e a fundação da primeira cidade pelo então Sapa Inca Manco Capac. Essa cidade-Estado, que cresceu conforme a expansão das guerras pelo vale, atingiu seu ápice em 1438, quando Viracocha Inca funda o Tawantinsuyu.
O Sapa Inca Pachacuti é quem de fato organizou o reino de Cusco como um império, o chamado Tahuantinsuyu, um sistema federalista que concentrava o centro do governo para os incas em Cusco, e dividia o poder entre outros quatro governantes de províncias (os chamados Suyus), eram esses: o Chinchasuyu (Norte), o Antisuyu (Leste), o Contisuyu (Oeste) e Collasuyu (Sul). A Pachacuti também é atribuída a construção de Machu Picchu, que teria sido feita para sua família como um retiro de verão.
Dotado de um grande talento militar, iniciou a expansão do Império Inca mais além das fronteiras do Peru atual: até o norte, conquistou os reinos Chimu e de Quito, e pelo sul chegou até o vale de Nazca. A fim de impor seu domínio sobre um complexo mosaico de mais de 500 tribos, com línguas, religiões e costumes díspares e radicadas em áreas geográficas distantes, Pachacuti Inca Yupanqui reprimiu com extrema dureza as rebeliões dos povos submetidos e não hesitou em deportar os grupos mais conflitivos para longe de suas regiões de origem, dando lugar aos "povos deslocados", povos que, por sua rebeldia haviam sido levados desde seu lugar de origem a outro lugar mais estratégico para os objetivos do Império Inca.
Não foi, porém, um mero conquistador, já que também soube dotar seu Estado de uma sólida e eficaz estrutura administrativa. Assim, por exemplo, organizou as cidades conquistadas segundo o modelo inca e dotou seu governo de uma hierarquia de funcionários que prestavam contas de sua gestão em Cusco, a capital do Império Inca, que durante o reinado de Pachacuti superou os 100.000 habitantes. De fato, todos os cargos importantes eram desempenhados por funcionários de origem inca, enquanto que os governos regionais estavam em mão de membros da familia real.
c) Atahualpa - O último Imperador Inca (1502 a 1533)
Atahualpa, foi o décimo terceiro e último Sapa Inca (imperador inca) de Tahuantinsuyu, como era chamado o Império Inca.
Atahualpa era filho do Inca Huayna Capac com Tocto Pala, princesa estrangeira (de Quito) que desposara o Inca Tupac Yupanqui, pai de Huayna e que do leito do pai passou para o do filho.
O Pai de Atahualpa designou o seu meio-irmão Huascar como sapa inca, fato que gerou a disputa sucessória pelo trono na qual Atahualpa venceu, apoiado por grande exército e bons generais, numa guerra sangrenta que durou vários anos e a morte estimada de 100.000 pessoas.
Voltando para a cidade de Cusco,a capital do império, para tomar posse do trono que recentemente conquistara, Atahualpa parou na cidade andina de Cajamarca, conduzindo um exército de cerca de 80.000 guerreiros, quando foi traído e aprisionado pelo conquistador espanhol Francisco Pizarro, no dia 16 de novembro de1532.
O episódio ocorreu quando o soberano inca, depois de aceitar um convite de Pizarro para jantar e conversar, veio à praça principal de Cajamarca, trazendo apenas um pequeno contingente de guardas de honra. Foi proposta a sua submissão forçada ao Reino Espanhol com a sua conversão religiosa. Como ele não concordou, foi preso e mantido como refém para exigencia de resgates.
d) Manco Capac II (~1544) e Machu Picchu
Um outro irmão de Atahualpa, Huyana Capac, a partir da prisão e posterior morte de Atahualpa, se proclamou o novo imperador inca com a ajuda dos espanhois que o queriam como aliado. Entretanto após ver os desmandos e crueldades praticados pelos invasores, revoltou-se, deslocou-se para a floresta, tentou uma rebelião mas foi assassinado em 1544.
Presume-se que desde o início a localização de Machu Picchu era de conhecimento de poucos e que era feito um juramento de não revelar a sua localização. Era para ser usado pelos Imperadores em caso de necessidade de refúgio.
Por isso conclue-se que os espanhóis não tiveram acesso a cidade de Machu Picchu que depois de um tempo tornou-se perdida / esquecida.
e) Hiram Bingham
Foi o professor norte-americano Hiram Bingham quem, à frente de uma expedição da Universidade de Yale, redescobriu e apresentou ao mundo Machu Picchu em 24 de julho de 1911. Este antropólogo, historiador ou simplesmente, explorador aficionado da arqueologia, realizou uma investigação da zona depois de haver iniciado os estudos arqueológicos. Bingham criou o nome de "a Cidade Perdida dos Incas" através de seu primeiro livro, Lost City of the Incas.
Porém, naquela época, a meta de Bingham era outra: encontrar a legendária capital dos descendentes dos Incas, Vilcabamba, tida como baluarte da resistência contra os invasores espanhóis, entre1536 e 1572. Ao penetrar pelo cânion do Urubamba, Bingham, no desolado sítio de Mandorbamba, recebeu do camponês Melchor Arteaga o relato que no alto de cerro Machu Picchu existiam abundantes ruínas. Alcançá-las significava subir por uma empinada ladeira coberta de vegetação.
Quando Bingham chegou à cidade pela primeira vez, obviamente encontrou a cidade tomada por vegetação nativa e árvore. E também era infestada de víboras.
Embora cético, conhecedor dos muitos mitos que existem sobre as cidades perdidas, Bingham insistiu em ser guiado ao lugar. Chegando ao cume, um dos meninos das duas famílias de pastores que residiam no local o conduziu aonde, efetivamente, apareciam imponentes construções arqueológicas cobertas pelo manto verde da vegetação tropical e, em evidente estado de abandono há muitos séculos. Enquanto inspecionava as ruínas, Bingham, assombrado, anotou em seu diário:
“ Would anyone believe what I have found?" (Alguém acreditará no que encontrei?) ”
Visão Panorâmica, a partir de Machu Picchu, foto HistoriacomGosto
Depois desta expedição, Bingham voltou ao lugar em 1912 e, nos anos seguintes (1914 e 1915), diversos exploradores levantaram mapas e exploraram detalhadamente o local e os arredores.
Suas escavações, não muito ortodoxas, em diversos lugares de Machu Picchu, permitiram-lhe reunir 555 vasos, aproximadamente 220 objetos de bronze, cobre, prata e de pedra, entre outros materiais. A cerâmica mostra expressões da arte inca e o mesmo deve dizer-se das peças de metal: braceletes, brincos e prendedores decorados, além de facas e machados. Ainda que não tenham sido encontrados objetos de ouro, o material identificado por Bingham era suficiente para inferir que Machu Picchu remonta aos tempos de esplendor inca, algo que já evidenciava seu estilo arquitetônico.
III - O Caminho
a) A partir de Cuzco - Rio Urubamba - Ollantaytambo
A ferrovia que leva a Machu Pichu pode sair de Cuzco ou de Ollantaytambo e vai margeando o rio Urubamba durante todo o tempo. O tempo de viagem a partir de Cuzco dura normalmente em torno de 3h 30min até a estação de Águas Calientes.
Rio Urubamba, foto HistoriacomGosto
b) Ollantaytambo
Ollantaytambo ou Ullantaytanpu é uma obra monumental da arquitetura incaica. Ela é uma cidade da era Inca ainda habitada. Em seus palácios vivem os descendentes das casas nobres cusquenhas. Os pátios mantêm sua arquitetura original. Atualmente é um povoado, capital do Distrito de Ollantaytambo (Província de Urubamba), situado na parte sul a cerca de 90 km a noroeste da cidade de Cuzco. É um dos pontos de partida do caminho a Machu Picchu.
Cidade histórica
Ollantaytambo, foto de takepicsforfun em Shutterstock.com
Esta cidade constituiu um complexo militar, religioso, administrativo e agrícola. A entrada é feita pela porta chamada Punku-punku.
Trata-se de um dos complexos arquitetônicos mais monumentais do antigo Império Incaico. Comumente chamado "Fortaleza", devido a seus descomunais muros, foi na realidade um tambo ou cidade-alojamento, localizado estrategicamente para dominar o Vale Sagrado dos Incas.
c - Parada do Trem no percurso para Machu Picchu
Parada de trem, foto historiacomgosto
Nativos na parada de trem
Nativos na parada de trem
d) Águas Calientes - Ponto de Apoio e base para Machu Picchu
Atualmente existem muitas pousadas e pontos de apoio em Águas Calientes. Em 1985 tinhámos apenas uma ou duas opções de pousada sem nenhum conforto e um pequeno restaurante na estação. Á noite, a visão do céu estrelado, a partir do leito do rio e afunilada pelas grandes montanhas e com muito pouca luminosidade ao redor, é espetacular.
Terminal de Aguas Calientes em 1985, foto HistoriacomGosto
e) Vista do terminal de Águas Calientes
Vista do trem bem abaixo - Vista de cima
Visão do terminal Águas Calientes - 1985
f) A estrada de acesso
O acesso é feito através de ônibus autorizado. Somente passa um veículo de cada vez e o tempo de subida ou descida é de cerca de 30 min.
Estrada de Acesso para Machu Picchu, foto Teo Domingues em Shutterstock.com
IV - A cidade
Visão geral da cidade, Machu Picchu, foto HistoriacomGosto
Compartimentos / Divisões
A área edificada em Machu Picchu é de 530 metros de comprimento por 200 de largura e inclui ao menos 172 recintos. O complexo está claramente dividido em duas grandes zonas: a zona agrícola, formada por conjuntos de terraços de cultivo, que se encontra ao sul; e a zona urbana, que é aquela onde viveram seus ocupantes e onde se desenvolviam as principais atividades civis e religiosas. As duas zonas estão separadas por um muro, um fosso e uma escadaria, elementos que correm paralelos pela face leste da montanha.