quinta-feira, 17 de março de 2016

Tapas na Espanha: Barcelona ou Madrid ?

I - Introdução


 foto de prato de tapa salmão em cima de rodelas de pão
                         foto de Juan Fuertes em Shutterstock.com


As tapas, que também são chamadas de pinchos, são petiscos ou pequenos pratos criados na Andaluzia do século 19 para acompanhar o Xerez. A partir do costume dos garçons  de tampar os copos com um pires, ou tapa (tampa), para proteger das moscas, começaram a servir nesses pratos pedaços de queijo ou pão para acompanhar as bebidas. 

Antigamente as tapas eram gratuitas, mas hoje elas são cobradas. Elas podem servir também como uma refeição ligeira. Existe uma grande variedade de tapas, que vão de carnes frias e queijo, até  caprichados pratos quentes a base de frutos do mar, legumes e verduras. (fonte: Guia Visual Folha de São Paulo)

As tapas hoje são um costume praticamente em toda a Espanha. 


II - Tipos de Tapas



 vários pratos de tapas diferentes, presunto, queijo, azeitonas
                                         foto de photka em Shutterstock.com


Normalmente temos Tapas de embutidos, azeitonas, queijos, camarão, polvo e carnes.


III - Bares de Tapas em Madrid e Barcelona


É comum as pessoas passarem por vários bares, experimentando um prato de tapas em cada um deles. Assim fazendo vão bebendo, comendo e conversando. Tanto em Madrid como em Barcelona embora a maioria dos bares sirvam alguma espécie de tapas, existem aqueles que são especializados nessas comidinhas. Procure saber quais são os tradicionais na região em que você estiver. Em Madrid uma boa pedida é no Mercado de São Miguel e em Barcelona, a Cervecceria no início das Las Hamblas.


a)  Madrid - Mercado de São Miguel


 foto do mercado de São Miguel em Madrid, vista externa

portal de entrada do Mercado de São Miguel    foto das movimentadas vielas interiores do mercado de São Miguel



b) Barcelona - Cervecceria (Las Hamblas)



 foto belíssima com diversidade de pratos apetitosos com camarão e outros na Cervecceria

 foto do balcão da Cervecceria    foto da entrada da Cervecceria


Obs: Las Hamblas por ser uma rua muito turística, costuma ter os preços mais elevados e a qualidade não é muito boa. Entretanto, a qualidade das tapas na "Cervecceria" é muito boa.


IV - Pequeno Dicionário para um Bar de Tapas


 foto de um menu típico de tapas
      f         oto de Kevin George em Shutterstock.com


Termos Comuns
Almejas - Mariscos
Berenjenas Horneadas - Berinjelas Assadas
Boquerones al natural - Anchovas em azeite/alho
Butifarra - Linguiça catalã
Calamarea ala romana - Anéis de Lula frito
Costillas -
Costeletas de porco
Gambas - Camarão
Gambas pil pil - Camarões fritos no alho
Patatas alioli - Batatas com maionese de alho


Pescaditos - Peixe frito
Pimientos rellenos - Pimentões recheados
Pulpo  - Polvo
Pulpitos - Mini polvo
Quesos - Queijos
Surtidos Ibericos -
Mix de embutidos /carne de                                 porco
Tortilla riojana - Omelete de prsuunto
Tostas - Pão torrado
Verdura a la prancha - Legumes grelhados



V - Referências

Texto - Guia Visual da Folha de São Paulo

Fotos: HistóriacomGosto / Shutterstock


quarta-feira, 16 de março de 2016

Dresden - Uma cidade em busca de seu passado

I - Dresden - Introdução


Dresden é uma cidade da Alemanha, capital do estado da Saxónia. Localiza-se nas margens do rio Elba. Tem 535.810 habitantes segundo censo de 2013. 

Tem origem num povoado eslavo de nome Drezdane, que começou a ser germanizado no século XIII. Dresden tem uma longa história como capital e residência real dos Reis da Saxónia e é possuidora de séculos de extraordinária cultura e esplendor artístico.

O controverso bombardeamento de Dresden na Segunda Guerra Mundial em 1945 onde cerca de 35 mil pessoas morreram aliado a quarenta anos fazendo parte da Alemanha Oriental mudaram dramaticamente a face da cidade.

Desde a reunificação Alemã, Dresden tem sido um importante centro cultural politico e econômico na parte leste da República Federal Alemã.



foto da cidade de Dresden do outro lado da Ponte e do Rio

II - Histórico


Dresden começou a se destacar em 1485, quando os Albertine Wetin decidiram se fixar na cidade. A cidade floresceu durante o século 18, pois no reinado do leitor Augusto, o Forte, se tornou um centro cultural e ganhou muitas construções magníficas. Contudo quase todas foram totalmente destruídas na noite de 13 para 14 de fevereiro de 1945 quando as forças americanas e inglesas bombardearam maciçamente a cidade. Desde o fim da guerra e até os dias atuais, um meticuloso trabalho de restauração foi posto em andamento para devolver a antiga glória ao centro histórico de Dresdden.

Republica de Weimar


A república de Weimar surgiu com a derrubada do Imperador ao fim da primeira guerra mundial. Após a revolução de novembro 1918, Dresden foi capital do primeiro Estado Livre da Saxônia. Foi uma das dez maiores cidades na Alemanha e era um centro cultural e económico da República de Weimar. Apesar das dificuldades econômicas devidos às pesadas sanções impostas pelo tratado de Versailles, a parte cultural floresceu muito na Alemanha nessa ápoca.


Nacional Socialismo


Os cerca de 5.000 judeus que habitavam Dresden em 1933  foram expulsos ou mais tarde, deportados para campos de concentração. O anti-semitismo em Dresden é testemunhado principalmente através dos diários de Victor Klemperer.  Após a Segunda Guerra Mundial restavam apenas 41 judeus vivendo na cidade.

Na queima de livros em 10 de maio de 1933 um grande volume de obras foi eliminada. A vida cultural de Dresden foi paralisada em 1933. As obras de Ernst Ludwig Kirchner , Max Pechstein , Karl Schmidt-Rottluff e Otto Dix que naquela época faziam parte de exposição foram consideradas "Arte Degenerada". 56 obras da Galerie Neue Meister foram apreendidas.



Segunda Guerra Mundial / Bombardeio de Dresden

O bombardeio (português brasileiro) de Dresden, foi efetuado durante a Segunda Guerra Mundial pelos aliados da Força Aérea Real (RAF) e a Força Aérea do Exército dos Estados Unidos da América (USAAF) entre 13 e 15 de fevereiro de 1945. Em quatro ataques-surpresa, 1300 bombardeiros pesados lançaram mais de 3900 toneladas de dispositivos incendiários e bombas altamente explosivas na cidade, a capital barroca do estado alemão de Saxônia. A tempestade de fogo resultante destruiu 39 quilômetros quadrados do centro da cidade. 


Um relatório da Força Aérea dos Estados Unidos escrito em 1953 por Joseph W. Angell defendeu a operação como o bombardeamento justificado de um alvo militar, industrial e centro importante de transportes e comunicação, sediando 110 fábricas e 50 000 trabalhadores em apoio aos esforços nazistas. Em contrapartida, diversos pesquisadores argumentaram que nem toda a infraestrutura comunicacional, como pontes, foram de fato alvo do bombardeio, assim como extensas áreas industriais distantes do centro da cidade. Alega-se que Dresden era um marco cultural de pouca ou nenhuma significância militar, uma "Florença do Elba", como era conhecida, e que os ataques foram um bombardeio indiscriminado e desproporcional aos comensuráveis ganhos militares. 


Nas primeiras décadas após a guerra, estimativas de mortos chegavam a 250 000, número atualmente considerado absurdo. Uma investigação independente encomendada pelo conselho municipal de Dresden em 2010 chegou a um total mínimo de 22 700 vítimas, com um número máximo de mortos em torno de 25 000 pessoas. 

Dresden ocupa um lugar de destaque quando repensamos nos horrores da guerra e em todas as perdas infligidas.


foto de Dresden depois do bombardeio da segunda guerra, visto de dentro dos escombros da igreja Luterana
                  Recolhimento de escombros da Igreja Luterana - Frauenkirsche


Período Comunista - Alemanha Oriental


Durante o período do socialismo muitos vestígios da cidade fortemente destruída foram eliminados. Muitas ruínas de Dresden, incluindo os restos da igreja de St. Sophia, e especialmente os históricos edifícios residenciais foram demolidos ou explodidos. O centro histórico da cidade foi demolido e continuamente reconstruído. O ambiente da rua de Praga, que era muito movimentada, parecia um deserto antes de ter sido reconstruído pela primeira vez na década de 1960, já no estilo socialista.

Foram renovados ou completamente reconstruídos especialmente os monumentais edifícios históricos, a Casa do Estates (1946), a Ponte Augustus (1949), a Kreuzkirche (até 1955), o Zwinger (a 1963), o Tribunal Igreja Católica (até 1965), a Semperoper ( a 1985), o Palais japones  (até 1987) e as duas maiores estações. 

Alguns desses trabalhos, influenciados pela situação económica global da RDA , duraram décadas e, por vezes foram interrompidos por um período prolongado. O castelo teve suas peças catalogadas ao longo de muitos anos e as mesmas foramusadas na reconstrução (como o pátio do estábulo ). Só em 1986 começou a reconstrução, que dura até hoje. As ruínas da Frauenkirche também foram catalogadas e usadas na recosntrução.


A Reconstrução:  Igreja Protestante - Frauenkirche (Igreja de Nossa Senhora)

Igreja original


A igreja original, em estilo barroco, foi construída entre os anos de 1726 e 1743, desenhada pelo arquiteto de Dresden Georg Bähr (1666-1738), um dos maiores mestres alemães do barroco. Em seu desenho, Bähr capturou o novo espírito protestante ao colocar o altar, púlpito e a fonte batismal diretamente no centro da igreja, para uma ampla visão de toda a congregação.

A 25 de Novembro de 1736, o famoso artesão Gottfred Silbermann (1683-1753) construiu um órgão para a igreja. Uma semana depois, Johann Sebastian Bach (1685-1750) tocou o novo instrumento em um recital.

A parte mais distintiva da igreja era a sua cúpula chamada de “Sino de Pedra”. Nada convencional para a época, ela pesava 12.000 toneladas e estava a uma altura de 95 metros. O feito de engenharia pode ser comparado a construção da cúpula Michelangelo da Basílica de São Pedro no Vaticano. Mesmo com o receio inicial de que a estrutura não aguentaria, a cúpula se mostrou extremamente estável, até mesmo durante a guerra dos sete anos, quando mais de 100 canhões liderados por Frederico II bombardearam a igreja. Os projéteis simplesmente não conseguiram derrubar a igreja.

Por mais de 200 anos, a magnífica igreja em formato de sino era um dos mais belos edifícios que dominavam os céus de Dresden.

foto da Igreja luterana Frauenkirche por fora
Vista externa da Frauenkirche de Dresden, foto HistoriacomGosto


Destruição



A igreja, de maneira impressionante, sobreviveu por dois dias e duas noites aos ataques aliados. Cerca de 300 pessoas buscaram abrigo no edifício durante os ataques, mas tiveram que deixar a igreja quando bombas incendiárias comprometeram sua estrutura. A igreja acabou não resistindo e ruindo no dia 15 de fevereiro as 10 horas da manhã.

Ao final da guerra, os restos da igreja foram numerados e empilhados no centro da cidade por 45 anos, tempo em que forças russas administravam o leste da Alemanha. A idéia inicial era construir um parque no sítio onde se encontrava a igreja, mas devido a apelos populares o projeto foi cancelado.


Reconstrução


Após a unificação alemã (1989), um grupo de 14 membros liderados por Ludwig Güttler, deu origem a “Sociedade para promover a reconstrução da Frauenkirche”. Esta organização cresceu ao ponto de possuir mais de 5 mil membros na Alemanha e em outros 20 países. Além de angariar fundos para a construção, o projeto também recrutou engenheiros, arquitetos e historiadores para identificar e catalogar o que sobrou da igreja.

Günter Blobel, um dos sobreviventes da Guerra e morador da redondezas de Dresden ganhou o prêmio Nobel de medicina em 1999. Ele doou todo o seu prêmio, cerca de 1 milhão de dólares, para a reconstrução da igreja Frauenkirche.

O valor final da reconstrução da igreja foi de 180 milhões de euros, mais da metade desse valor foi financiado pelo Dresdner Bank.


Os trabalhos iniciaram em 1993 sob a direção de Eberhard Burger, utilizando as plantas originais de Georg Bähr, pinturas antigas e fotografias de antigos moradores. A pedra fundamental foi colocada em 1994 e a cúpula terminada em 1996. O interior da cúpula contudo só foi concluído em 2000.

Na medida do possível a igreja foi reconstruída com suas pedras originais. As pedras foram medidas e catalogadas em um sistema de computador que ajudavam os arquitetos e engenheiros a entender como colocá-las juntas novamente.

foto do interior da Igreja luterana Frauenkirche
Interior da Igreja Luterana, "FrauenKirche" (Igreja de Nossa Senhora), Dresden


Os trabalhos de reconstrução foram concluídos em 2005, um ano antes do planejado, a tempo para as comemorações dos 800 anos de Dresden em 2006.

Uma estátua de bronze de Martinho Lutero que sobreviveu aos bombadeios também foi recuperada e colocada em frente à igreja.

Atualmente a igreja está aberta à visitação pública. O edifício é um dos mais procurados em Dresden. Do alto de sua cúpula é possível avistar todo centro da cidade, o rio Elba e outras áreas mais afastadas da capital da Saxônia.


III - Centro Histórico de Dresden Atual - Pontos de Referência


a) Castelo de Dresden 


foto do centro histórico de Dresden


b) - Sachsische Staatsoper


O imponente edifício neo-renascentista da Ópera Estadual da Saxônia, é um dos marcos de Dresden. Ele tembém e conhecido como Semperoper, em homenagem a seu criador, o famoso arquiteto Gottfried Semper, que o projetou duas vezes: O primeiro prédio erguido entre 1838-1841 pegou fogo em 1869; O segundo foi concluído em 1878. A reconstrução após a segunda guerra arrastou-se até 1985. A ópera foi palco de vários lançamentos mundiais como  "Tanhauser" e "O Holandês Voador" de Richard Wagner,e de várias obras de Richard Strauss. (Guia Visual Folha de São Paulo)

foto da ópera estadual


c) Furstenzug


Furstenzug que significa "O cortejo dos duques", é um magnífico friso de 102 metros que retrata um desfile de vários governantes saxões. O friso foi criado originalmente no período de  1872 a 1876  por Wilhelm Walther, com o uso da técnica de "sgrafitto", mas foi substituído em 1907 por 24 mil azulejos de porcelana de Meissen.


foto do muro com painel dourado de mosaicos chamado O Cortejo dos Duques
Muro com a representação do Cortejo dos Duques, foto HistoriacomGosto


d) Zwinger


Um dos edifícios mais famosos de Dresden é o Zwinger, uma bela estrtura barroca cujo nome significa "intramuros". Encomendado por Augusto, O Forte, foi construído entre 1709-1732. Seu espaçoso pátio que já foi usado para diversos espetácuos, é rodeado por galerias nas quais abriga diversas coleções de arte. 


foto do famoso parque do forte de Zwinger - vista frontal

foto do famoso parque do forte de Zwinger  - vista lateral 1 foto do famoso parque do forte de Zwinger - vista lateral 2


e) Igreja Católica


foto da Igreja Católica - Catedral da Santíssima Trindade
Catedral da Santíssima Trindade, foto de Brian Kinney em Shutterstock.com


A Catedral da Santíssima Trindade, é uma igreja católica romana, sede da diocese de Dresden-Meissen e uma igreja paroquial de Dresden. Ela funcionou também como Tribunal da Igreja Católica. Ela foi construída no mesmo período que a Igreja de Frauenkirsche.


f) Palácio do Governo 


Como Dresden é capital do estado da Saxônia, muitas repartições públicas são localizadas na cidade. A maioria delas fica no prédio do palácio do governo (Sächsische Staatskanzlei).



foto do Palácio do Governo de Dresden
Palácio do Governo de Dresden, foto de Kolossos em Wikimedia Commons


VII - Referências


Textos da Wikipedia em português, inglês e alemão e algumas partes Guia Visual Folha.
Fotos: Shutterstock, Wikimedia Commons e HistoriacomGosto



quarta-feira, 9 de março de 2016

Salas de Espetáculos II - Sala São Paulo, São Paulo, Brasil

I - Salas de Espetáculos  - Sala São Paulo 


foto do alto vendo todo o interior da sala São Paulo
                                        Interior da Sala São Paulo , foto de Webysther Nunes em wikimedia commons 

Sala São Paulo, é localizada no Centro Cultural Júlio Prestes, antiga Estação de trens Júlio Prestes na cidade de São Paulo. Ela tem uma capacidade de 1498 lugares e é a sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). É palco para apresentações sinfônicas e de câmara e foi concebida de acordo com os mais atualizados padrões internacionais. Muitos especialistas consideram a Sala São Paulo uma das salas de concerto com melhor acústica   no mundo,  comparável à de muitas salas dos Estados Unidos ou da Europa, mundialmente conhecidas, como o Symphony Hall de Boston, o Musikverein, em Viena, e o Concertgebouw, em Amsterdã. 

I.1 - Histórico


Projetado por Christiano Stockler das Neves em 1925 ―período em que a cidade, estimulada pelo café e pela ferrovia, crescia em ritmo acelerado― o prédio, marcado pela sobriedade dos ornamentos e detalhes do estilo Luís XVI, seria concluído somente em 1938, quando a urbanização de São Paulo já se caracterizava pela presença de automóveis, minimizando a utilização de bondes e trens.

O prédio era a principal estação ferroviária do estado. Com as dificuldades financeiras que foram crescendo ao longo dos anos o governo do estado formou em 1971 a Fepasa com o objetivo de agregar todas as emoresas estatais paulistas de transporte ferroviário e fazer uma ampla reestruturação com o objetivode torná-la rentável.

No entanto, o empenho não foi o suficiente para reverter o processo de decadência devido a falta de recursos e investimentos.

Em 1ª de abril de 1998 o Governo do Estado de São Paulo entregou a Fepasa à União como forma de quitar dívidas. Com o acordo que deu uso da estação à Secretaria de Estado da Cultura, teve início o processo de restauro da Sala São Paulo e a consequente convivência de um complexo cultural e uma estação de trens.

As principais áreas do edifício já vinham sendo locadas para a realização de festas e eventos institucionais quando, em 1997, a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo assume seu controle para transformá-lo no Complexo Cultural Júlio Prestes.

Situada no centro da Cidade, vizinha da Pinacoteca do Estado e do Museu de Arte Sacra, a Sala São Paulo fez realizar o potencial de revitalização da região.

Tombada como patrimônio histórico pelo Condephaat, a Sala São Paulo foi inaugurada em 9 de julho 1999 com a apresentação da sinfonia A Ressurreição, de Gustav Mahler, pela Osesp, para ser mantida como importante marco de nossa cidade.

I.2 - Antiga Estação Júlio Prestes



foto da fachada do que era a antiga estação Júlio Prestes
antiga estação Júlio Prestes


- Centro Cultural Júlio Prestes


Centro Cultural Júlio Prestes, que localiza-se na antiga Estação Júlio Prestes, na cidade de São Paulo, foi inaugurado no dia 9 de julho de 1999. O edifício  foi completamente restaurado e remodelado pelo Governo do Estado como parte do projeto de revitalização do centro da cidade. Ao lado está a Estação Pinacoteca com exposições de arte.

foto do atual Centro Cultural Júlio Prestes
Centro Cultural Júlio Prestes


I.3 - Características da Sala São Paulo



- Formato

A Sala tem uma arquitetura no estilo "Caixa de Sapato" que é considerada pelos especialistas como o melhor formato para Salas de Concerto. 


belíssima foto do interior da sala são paulo mostrando seu formato retangular estilo caixa de sapato
Interior da sala São Paulo mostrando o seu formato retangular


- Teto Ajustável

teto ajustável da Sala São Paulo pode ficar a uma altura máxima de 25 metros acima do piso principal. O teto possui 15 painéis, cada um pesando 7,5 toneladas e são detidos por 20 cabos metálicos enrolados. Os painéis podem ser controlados individualmente, permitindo que o volume do hall possa ser ajustado para entre 12 mil e 28 mil . Isso garante que a intensidade de qualquer composição tenha o seu conceito acústico respeitado.

Os painéis podem ser ajustados independentemente ou em conjunto, através do uso de computadores, travas e sensores automáticos. Junto com o limite  máximo da flexibilidade, 26 banners de veludo  podem travar a 8 metros de altura, de acordo com as vibrações necessárias. É uma vantagem adicional, pois esse sistema une elementos da arquitetura original do edifício com novos conceitos de arquitetura.

Palco

foto mostrando o local onde fica a orquestra e também o teto que é ajustável
Palco da Sala São Paulo


 Salas de Espera / Cafés / Corredores

Amplamente restaurados as salas de espera e corredores da Sala São Paulo são frequentemente utilizadas para recepções muitas vezes atreladas a algum espetáculo na própria sala.


foto dos corredores e sala de espera e café
Corredor, sala de espera e café da Sala São Paulo


II - As melhores acústicas em salas de espetáculos no Mundo


O crítico de música Trevo Cox, publicou recentemente no jornal Inglês "The Guardian" a lista das dez melhores salas de concerto do mundo com enfase especial em sua acústica.


A lista é mostrada a seguir sem critério de ordem:
  • Culture and Congress Centre Concert Hall, Lucerne, Switzerland
  • Boston Symphony Hall, US
  • Bridgewater Hall, Manchester, UK
  • Grosser Musikvereinssaal, Vienna, Austria
  • Berlin Philharmonie, Germany
  • Christchurch Town Hall Auditorium, New Zealand
  • Philharmonie de Paris, France
  • The Sibelius Hall, Lahti, Finland
  • Tokyo Opera City Concert Hall, Japan
  • Sala São Paulo, Brazil

III. - Sede da OSESP


O imponente edifício da Estrada de Ferro Sorocabana abriga hoje a Sala São Paulo, sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e uma das mais importantes casas de concertos e eventos do País.

Fundação OSESP


A Fundação Osesp é uma instituição sem fins lucrativos que tem por objetivos apoiar, incentivar, assistir, desenvolver e promover a cultura, a educação e a assistência social, com ênfase à música de concerto, instrumental e vocal.

Qualificada como Organização Social da Cultura, mantém contrato de gestão com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo para a manutenção e desenvolvimento da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - Osesp, a Sala São Paulo, o Coro da Osesp, os coros Infantil e Juvenil da Osesp, a Academia da Osesp, a Editora da Osesp, o Centro de Documentação Musical ‘Maestro Eleazar de Carvalho’ e o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão.

Realiza, ainda no escopo do Contrato de Gestão, ações de educação musical para crianças, jovens e adultos; promoção, capacitação e treinamento de profissionais das áreas da música e da educação; e formação de plateias.

A Fundação Osesp foi instituída em 22 de junho de 2005 e, em 1º de novembro do mesmo ano, foi firmado contrato de gestão com o Governo do Estado de São Paulo.


IV - Referências


Textos:
- Wikipedia - Sala São Paulo 
- Site oficial da Sala São Paulo - https://www.salasaopaulo.art.br/

Fotos:
Webysther Nunes em Wikimedia Commons
dornick em Wikimedia Commons
Julio Boaro em Wikimedia Commons
Aguina em Dreamstime.com
Luisrftc em Dreamstime.com


terça-feira, 8 de março de 2016

Salas de Espetáculo I - Musikverein - Viena

I - Musikverein - Viena, "Capital da Música Clássica"



foto da fachada externa frontal do Musikverein em Viena
Parte externa do Musikverein, foto historiacomgosto

I.1 - Viena   


Capital Imperial da "Casa dos Habsburgos", Viena foi sede do Sacro Império Romano-Germânico, Império Austríaco, e posteriormente uma das capitais do Império Austro-Húngaro.

I.2 - Música


A música é um dos legados de Viena. Prodígios musicais, incluindo Wolfgang Amadeus Mozart, Joseph Haydn, Ludwig van Beethoven, Franz Schubert, Johannes Brahms, Gustav Mahler, Robert Stolz e Arnold Schoenberg trabalharam na cidade. Arte e cultura tem uma longa tradição em Viena, incluindo o teatro, a ópera, a música clássica e artes plásticas.

I.3 - Musikverein

Localizada em Viena, capital austríaca, a Musikverein (em português: "Clube da Música") é uma famosa sala de concertos, conhecida pela sua arquitetura acústica. Inaugurada no dia 6 de janeiro de 1870, é considerada uma das três mais belas casas de concerto do mundo, assim como o Symphony Hall de Boston e o Concertgebouw de Amsterdã, além de ser a sede da Orquestra Filarmônica de Viena.


foto do interior e do palco do Musikverein


A sala principal, sala dourada, possui 48 metros de comprimento, 19 metros de largura e 18 metros de altura. O Concerto de Ano Novo da Orquestra Filarmónica de Viena é apresentado todos os anos no Musikverein.



foto do auditorio e dos camarotes do Musikverein - O Salão tem a forma retangular de uma caixa de sapato que tem boa acústica


A arquitetura do Musikverein é no estilo "Caixa de Sapato", considerado pelos especialistas como o mais adeaquado para as Salas de Concerto. O Musikverein está entre as melhores salas de concerto do mundo.


- Teto


 foto do teto decorado do Musikverein



I.IV - Exterior e Calçada da Fama


foto do exterior , calçada da fama com uma estrela de Johan Sebastian Bach


 foto da fachada do Musikverein à noite, estando com iluminação indireta


II - As Dez Melhores Salas de Concerto do Mundo


O crítico de música Trevo Cox, publicou recentemente no jornal Inglês "The Guardian" a lista das dez melhores salas de concerto do mundo com enfase especial em sua acústica.

A lista é mostrada a seguir sem critério de ordem:

  • Culture and Congress Centre Concert Hall, Lucerne, Switzerland
  • Boston Symphony Hall, US
  • Bridgewater Hall, Manchester, UK
  • Grosser Musikvereinssaal, Vienna, Austria
  • Berlin Philharmonie, Germany
  • Christchurch Town Hall Auditorium, New Zealand
  • Philharmonie de Paris, France
  • The Sibelius Hall, Lahti, Finland
  • Tokyo Opera City Concert Hall, Japan
  • Sala São Paulo, Brazil




III - Fontes


Texto: Wikipedia
Fotos: Historiacomgosto

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