quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Bruges, um cantinho romântico no tempo e no espaço

I - Bruges


Bruges é uma cidade da Bélgica, capital da província de Flandres Ocidental, na região de Flandres. Tem cerca de 117 mil habitantes (censo de 2013). Bruges também é conhecida como "Veneza do Norte", por causa de seus inúmeros canais que atravessam, e também a ligam com outras cidades como Ghent.

Foi a capital europeia da cultura em 2002, juntamente com a cidade espanhola de Salamanca.


Bruges, Bélgica, foto maisicon em shutterstock

II - Histórico


a) Fundação

As primeiras fortificações foram construídas por Júlio César no século I a.C., com intuito de proteção da zona costeira contra piratas. Já no século IV, a região foi tomada dos romanos pelos Francos. Por volta do século IX, as incursões dos Vikings obrigaram a que Balduíno I de Flandres reforçasse as antigas fortificações da cidade. Foi também nesta época que se fortaleceram as relações comerciais com a Inglaterra e surgiram as primeiras moedas gravadas com o nome Bryggia (que significa "porto" em neerlandês remoto).

b) Desenvolvimento Comercial

Foi a 27 de julho de 1128 que Bruges foi elevada a condição de cidade e, a partir daí, construiu novas muralhas e canais. Desde cerca de 1050, um gradual avanço do lodo na direção da cidade, provocou a obstrução dos acessos diretos para o mar, mas uma violenta tempestade em 1134 restabeleceu-os através da criação de um canal natural. 


Canais de Bruges, foto de HistoriacomGosto
No início do século XII, Bruges foi incluída no circuito comercial flamengo, sobretudo devido à sua emergente indústria de lã e tecidos. Os principais mercadores da cidade apostaram no desenvolvimento de "colonias econômicas" na Inglaterra e na Escócia. Os seus contatos trouxeram grãos da Normandia e vinhos da Gasconha para a região. Os navios hanseáticos atracavam diariamente no porto que, face a este crescimento e sobrecarga, teve de ser expandido de Damme até Sluys para acomodar os novos navios.

Em 1277, o primeiro barco mercante partiu de Gênova e atracou no porto de Bruges, o primeiro da rota mercantil que tornou Bruges a principal conexão com o comércio do Mediterrâneo.  Para isso concorreu a vitória da marinha genovesa sobre a frota muçulmana que guardava o Estreito de Gibraltar, liberando essa poderosa rota de comércio ocidental, possibilitando viagens regulares entre Bruges e Gênova, em grandes navios redondos.


c) A estagnação e o turismo posterior


No início de 1500, o canal Zwin, que fora responsável pela prosperidade da cidade, começou a também ficar obstruído por lodo. Bruges foi rapidamente ultrapassada por Antuérpia como o centro econômico dos Países-Baixos. Durante a década de 1650, a cidade foi a base para a estadia de Carlos II de Inglaterra e a sua corte no seu exílio. A infraestrutura marítima foi modernizada e foram construídas novas ligações ao mar, mas sem um grande sucesso.


Palácio Provincial de Bruges, foto Blickfang em fotolia.com


Na segunda metade do século XIX, Bruges tornou-se um dos primeiros destinos turísticos da europa, atraindo turistas britânicos e franceses. O porto de Zeebrugge foi construído em 1907 e utilizado pelas tropas alemãs no decorrer da Primeira Guerra Mundial para atracar os seus submarinos. Nas décadas de 1970 e 1980, foi alargado e tornou-se um dos mais importantes e modernos portos da Europa. O turismo internacional cresceu exponencialmente desde então e todos estes esforços resultaram na designação de Bruges com Capital Europeia da cultura em 2002


III - Centro Histórico 


O Centro Histórico de Bruges faz parte do patrimônio cultural da humanidade. Ele é um ótimo exemplo  do assentamento humano medieval, com um bem conservado  tecido urbano histórico, tal qual evoluiu ao longo dos séculos. Suas construções góticas primitivas formam parte da identidade cultural de Bruges.

a) Praça do Mercado (Grote Market)

A praça do Mercado (Grote Market) é o coração de Bruges. É onde a cidade cresceu e onde tudo acontece. Está situada no centro da cidade e tem cerca de 10.000 m2. 

Entre os monumentos ao redor da praça estão o campanário, século XII, e o Palácio Provincial que  depois de um incêndio em 1878  foi reconstruido em estilo neogótico em 1887. No centro da praça há duas estátuas, de Jan Breydel e de Pieter de Coninck. Os dois eram personagens do povo que defenderam a identidade dos Flandres contra a ocupação francesa em torno de 1302.

Em 1995 a praça foi completamente renovada, foram eliminados os estacionamentos para automóveis e a maior parte do espaço ficou disponível apenas para pedestres. A praça reabriu em 1996 com um concerto de Helmut Lotti.


Praça do Mercado, foto HistoriacomGosto


b) A Praça do mercado à noite


Com suas construções tradicionais, a praça do mercado lembra muito uma construção de brinquedo com suas casas de contos de fadas. No Natal com a neve e com a decoração luminosa ela fica deslumbrante.


Praça do Mercado, foto jovannig em Fotolia.com

c) Campanário  



Campanário, foto de L.Ellis
O campanário de Bruges faz parte de um conjunto de 56 campanários flamengos que foram adicionados à lista de Patrimônio Mundial da UNESCO, em reconhecimento da manifestação arquitetônica em Flandres e nas regiões vizinhas, com suas influências feudais e religiosas.

O campanário de Bruges (Belfry of Brugge) é uma torre de sino medieval localizada no centro histórico de Bruges. O campanário antigamente abrigava a tesouraria e os arquivos municipais, e serviu como um posto de observação para detetar incêndios e outros perigos. Uma escada estreita, íngreme de 366 degraus, acessível ao público permite ir ao topo dos seus 83 m  de altura. 

O campanário foi adicionado à praça do mercado em torno de 1240, quando Bruges estava prosperando como um centro importante da indústria textil Flamenca. Depois de um incêndio devastador em 1280, a torre foi em grande parte reconstruída. Os arquivos da cidade, no entanto, foram perdidos para sempre às chamas.

d) O lago do Amor (Minnewater)

Quem chega em Bruges vindo da estação de trem, passa por um parque com um lago. Ele fica  na entrada do centro histórico. É um local para descansar, passear, fazer pique-nique, ...,.  O lago é tranquilo, com várias casas antigas, e no verão o pessoal costuma fazer concertos nessa região. A origem do nome do lago ninguém sabe ao certo. Talvez pela beleza ele tenha abrigado muitos casais enamorados e daí originado o nome. 




Entretanto, existe uma lenda flamenga que diz o seguinte: "Uma jovem esperava a volta de seu prometido que havia partido para a guerra. Como seu pai queria que ela casasse com outro, ela fugiu para a floresta. Quando seu amado voltou, ele partiu em sua procura. Mas, quando ele a encontrou ela desfaleceu nos seus braços e morreu. O jovem guerreiro pensou em se matar, mas ao invés decidiu fazer uma barragem para formar o lago e construiu uma casa em sua margem para assim prestar adoração contínua à sua amada."


IV  - As Igrejas e casas religiosas


a) Catedral de São Salvador


A catedral é o principal templo da cidade. È um dos poucos edifícios em Bruges que sobreviveram aos ataques ao longo do tempo sem danos. No entanto, ela sofreu algumas alterações e renovações. Esta igreja não foi construída originalmente para ser uma catedral; Ela somente foi designada para tal no século 19.

No século 10, São Salvador era uma igreja paroquial. Naquele tempo, a Catedral de São Donatian, que ficava localizada no coração de Bruges, era o principal edifício religioso da cidade. No final do século 18, a ocupação francesa em Bruges destituiu o bispo de Bruges e destruiu a Catedral de São Donatian, que era a sua residência.

Em 1834, pouco depois da independência da Bélgica, um novo bispo foi nomeado para Bruges, e a igreja de São Salvador obteve o status de catedral. No entanto, a parte externa não se assemelhava a uma catedral. Era muito menor e menos imponente do que a  Igreja vizinha de Nossa Senhora. A construção de uma torre maior foi uma das opções viáveis.


Catedral de São Salvador, foto de Shchipkova Elena em fotolia.com

Interior

A Catedral de São Salvador tem 101 metros de comprimento no seu interior e contém uma mobília notável. Ela abriga atualmente muitas obras de arte que foram originalmente armazenadas em sua antecessora São Donatian. Os tapetes que podem ser vistos ao entrar na igreja foram fabricados em Bruxelas por Jasper van der Borcht, em 1731.

b) Basílica do Sangue Sagrado


A basílica do Sagrado Sangue foi construída entre 1134 e 1157 pelo Conde Diederik van de Elzas. Desde sua construção el era uma igreja dupla funcionando tanto no andar térreo como no andar superior. O andar térreo ficou conservado e o andar superior se deteriorou. A restauração começou apenas no século 19. O nome original era Capela de São Basílio. 



Basílica do Sangue Sagrado, foto de Jim Linwood em Wikipedia

De acordo com a lenda, o Conde Diederik tinha levado o sangue sagrado de Cristo para Bruges. A relíquia é guardada na capela desde o século 13 e provavelmente veio de Constantinopla. O Conde Balduíno IX foi um dos responsáveis pela transferência.  


Capela da Igreja do Sangue Sagrado,
foto de photogolfer em Shutterstock.com

A Igreja foi local do filme "In Bruges" de 2007.

c) Igreja de Nossa Senhora


A Igreja de Nossa Senhora é uma das mais visitadas de Bruges. Além de sua bela arquitetura, ela contém uma escultura de Michelangelo, "Madonna com Criança", feita em 1504 em mármore Carrara. A escultura foi feita para enfeitar a Catedral de Siena, no entanto, a família Mouscron de Bruges comprou a peça para colocação em um altar da Igreja de Nossa Senhora, onde encontra-se em exposição.

A Igreja conta também com uma torre de 122 metros que pode ser vista de praticamente toda a cidade.

Igreja de Nossa Senhora, foto de Rolf Sliemenick
Nossa Senhora com a criança, de Michelangelo, foto de Roberto Cerruti

Madonna e Criança


A representação da "Madonna e criança" de Michelangelo, difere significativamente de representações anteriores, que tendiam a apresentar um Virgem piedosa sorrindo para uma criança em seus braços. Em vez disso, Jesus está de pé, quase sem suporte, apenas vagamente contido pela mão esquerda de Maria, e parece estar prestes a se afastar de sua mãe. Enquanto isso, Maria não se apega a seu filho ou nem mesmo olha  para ele, mas olha para baixo e para longe. Acredita-se que o trabalho foi originalmente planejado para um retábulo.  

"Madonna e criança" guarda certas semelhanças com a Pietá de Michelangelo, que tinha sido concluída pouco antes - principalmente, o efeito chiaroscuro e o movimento da cortina. O rosto comprido, oval de Maria é também uma reminiscência da Pietà .

O trabalho também é notável na medida em que foi a única escultura de Michelangelo a deixar a Itália durante sua vida. (wikipedia)

d) As "béguinages" do Flandres 

As "Béguines" eram mulheres que dedicavam suas vidas a Deus sem fazerem parte de uma ordem religiosa. No século 13 elas fundaram as "béguinages", comunidades fechadas projetadas para desenvolverem sua vida espiritual. A arquitetura das "béguinages" flamengas é constituída de casas geminadas, espaço verde na frente em forma de praça, com uma igreja associada. 

Béguinage Ten Wijngaerde - Bruges (Terceiro Patrimônio Cultural da Humanidade em Bruges)


Em Bruges temos a Béguinage Ten Wijngaerde que está listada também como um patrimônio cultural da humanidade no site da Unesco. É a única béguinage preservada em Bruges.  Essa béguinage foi fundada por volta de 1244 por Margaret de Constantinopla , depois que ela pediu permissão para Walter van Marvis, bispo de Tournai.

O complexo inclui uma igreja estilo béguinage gótica e cerca de trinta casas brancas pintadas que datam  dos séculos 16, 17 e 18. Praticamente todas estão construídas em torno de um pátio central. A entrada principal com portão pode ser alcançado através da ponte de pedra, a Ponte Wijngaard. Em uma baía a imagem da santa Isabel da Hungria pode ser vista. Ela era a patroness de muitas Béguinages.


Freira Beneditina, antiga Béguinage de Bruges, foto de Jean-Pol Grandmont em Wikipedia

Não há mais Beguines que vivem lá, mas desde 1927 o local funciona como um convento de beneditinos. No mesmo ano, as casas no lado oeste, também foram reformuladas e ampliadas para o funcionamento do Mosteiro De Wijngaard, um convento de freiras beneditinas.


V - O Antigo Hospital de São João



 Hospital de São João, 
foto de Serge SH em Shutterstock.com
O Hospital antigo de São João é um hospital do século 11.  Localizado ao lado da Igreja de Nossa Senhora , é um dos mais antigos edifícios de hospital sobreviventes na Europa.  O hospital cresceu durante a Idade Média e foi um lugar onde os peregrinos doentes e viajantes foram atendidos. O local foi posteriormente ampliado com a construção de um mosteiro e convento. No século 19, novas construções deixaram o hospital com oito alas em torno de um edifício central.

Hoje parte do complexo hospitalar mantém o popular, museu Hans Memling, com uma série de obras desse pintor holandês. Além disso são exibidos uma série de obras, como trípticos, bem como registros hospitalares, instrumentos médicos e outras obras de arte. 

VI - Chocolates, cervejas, rendas e tapetes


Os produtos mais famosos da Bélgica e também de Bruges, são os chocolates, as cervejas, rendas e também brinquedos e bonecas artesanais.

a) Chocolate

Em Bruges você vai sentir o cheirinho de chocolate por todos os cantos. Embora todos eles   sejam saborosos, existe sempre a diferença entre os fabricantes comerciais e os fabricantes artesanais.

Dicas de Onde comprar Chocolate
O site conexãoparis.com dá as seguintes dicas:
Chocolatier Dumon – Simon Stevinplein ou Eiermarkt 6 ou Walstraat 6 – Considerado o melhor chocolate da cidade.
The Chocolate Line – Simon Stevinplein 19
Chocolaterie Sukerbuyc – Katelijnestraat 5 – a mais antiga e familiar das casas de chocolates da região
Neuhaus – Steenstraat 66 – classe e elegância são sinônimos da mais exclusiva marca belga a exatos 153 anos.
Chocolate belga, foto de Alexandra Lande

b) Cerveja


A Bélgica se orgulha da sua rica cultura cervejeira. Há mais de 1 500 tipos de cerveja belga (incluindo cerveja com rótulo) entre as quais: Stella Artois, Alken Maes, Jupiler, Delirium tremens, Duvel, Kwak, La Binchoise, Chimay, Leffe e Hoegaarden são algumas das mais conhecidas. 

Os belgas dizem  que as suas cervejas são de extrema qualidade. A Bélgica é a região onde os monges trapistas produzem a cerveja que recebe o nome da ordem (cerveja trapista). 

Cada variedade da cerveja belga é servida em um copo específico. A forma e tamanho do copo varia, e tem o efeito de acentuar o sabor daquela cerveja em particular.

Dentro da cidade fica a De Haalve Man (Walplein, 26) que fabrica a Brugse Zot. A  47 km de Bruges, fica a abadia de Saint Sixtus (www.sintsixtus.be), onde os monges fazem cervejas trapistas que só são vendidas lá. Para comprar, é preciso ligar antes para fazer uma reserva, marcar um horário e se comprometer a não revender a bebida sagrada. 

Cervejas belgas,
foto de clik images em shutterstock.com
Tour na cervejaria "De Halve Maan"

Parada obrigatória para quem gosta de uma boa cerveja, a "De Halve Maan" é uma tradicional cervejaria familiar, única em atividade no centro de Bruges, fundada em 1856. A visita com duração de 45 minutos (saídas a cada hora) cobre a a parte antiga da cervejaria, mostrando os antigos e tradicionais métodos de fabricação e equipamentos.

c) Rendas


A arte de fazer renda de forma artesanal é bastante antiga e parece ter duas origens: A renda de agulha criada na Itália, e a renda de Bilro desenvolvido na região dos Flandres. Essa arte começou a ser valorizada a partir da Renascença e por volta de 1540 começaram a aparecer os modelos padrões para confecções. A partir do século 16 a região de Bruges já era famosa por sua qualidade e variedade de estampas. 


Método tradicional de tecer renda




Em vários locais de Bruges é possível encontrar lojinhas vendendo artigos de renda de alto nível. Normalmente, são lojas de propriedade de senhoras entre 60 e 90 anos, que continuam a tecer suas criações com o tradicional método de bilros. Essas artesãs preservam a secular tradição e produzem rendas de alta qualidade com vários tipos de fios, em diversas cores e padrões. A totalidade desta manufatura na Bélgica é formada por 1.000 rendeiras que trabalham manualmente, sem a utilização de máquinas ou outros recursos tecnológicos. Não existe nem uma única fábrica de renda no país, pois o estado honra a antiga tradição das rendas feitas à mão e quer mantê-la viva pelo tempo que for possível. (https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=1713)





d) Tapetes

Na idade média a tapeçaria era usada praticamente com a função de cobrir paredes de grandes ambientes para proteger do frio. As tapeçarias eram de tamnho grande e a confecção exigia grandes teares e a utilização de muitos trabalhadores. Em torno de 1500, Bruxelas e Bruges eram os principais lcais de produção. 

No início os tapetes tinham motivos simples, mas com o passar do tempo as figuras ficaram mais sofisticadas torando-se ao lado da pintura uma forte de arte visual. No século 17, foi criada a primeira fábrica real de Les Gobelins, em Paris. Centenas de fabricantes de tapeçaria trabalhou no Les Gobelins durante este período. 

Por volta de 1805, Joseph Marie Jacquard (1752-1834), desenvolveu o conceito e fez um tear mais sofisticado utilizando "cartões perfurados" para comandar a posição de cada segmento no processo de tecelagem. Jacques de Vaucanson criou os primeiros teares mecânicos na segunda metade do século XVIII. 









A grandeza de Flandres antiga não poderia ser melhor ilustrada do que por um de seu mais famosos produtos de exportação: a tapeçaria belga. Na tecelagem de tapeçaria, talento artístico e habilidade foram combinados para produzir tesouros, que agora estão depositadas em coleções particulares, museus de renome e edifícios públicos em todo o mundo. Hoje, esta nobre arte vive nos produtos de tapeçaria fabricados e distribuídos pela Mille Fleurs Tapeçarias.

Endereço da Mille Fleurs: Mille Fleurs Tapestries - Wollestraat 18 - 8000 Brugge - Belgium - T. +32(0)50 34 54 54

VII - Como ir


Normalmente quem visita Bruges ou está em Bruxelas e vem por Ghent e depois para Bruges, ou está vindo da França (Callais ou Lille) e passa por lá com destino a Holanda. 

De Bruxelas a Bruges: 100 Km pela E40 e cerca de 1 hora e 20 minutos.
De Ghent a Bruges: 49 Km, cerca de 50 min. 
De Lille a Bruges: 81 Km, cerca de 1 hora e 10 minutos.
De Callais a Bruges: 115 Km, cerca de 1hora e 30 minutos


Mapa de Bruges, cópia de Google Maps


VIII - Referências


Bruges / Igrejas / Madonna: Todo o texto compilado da Wikipedia

Chocolates em Bruges

Cerveja 

Fotos
HistoriacomGosto / Fotolia.com / Shutterstock.com


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A música clássica de Franz Joseph Haydn

1. - O Período Clássico na Música


Período clássico é o período da música erudita ocidental entre a segunda metade do século XVIII e o início do século XIX, caracterizada pela claridade, simetria e equilíbrio. Os compositores mais conhecidos do período são Franz Joseph Haydn (1732-1809), Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) e Ludwig van Beethoven (1770-1827), embora este último, mostrava características do Romantismo desde sua Terceira Sinfonia.


quadro com filósofos iluministas no salão de Madame Geoffrin
Filósofos Iluministas no Salão de Madame Geoffrin,
Pintura de Anicet Charles, 1812
Na cultura ocidental, a segunda metade do século XVIII coincidiu com a última parte do Período do Iluminismo. Este movimento, humanitário e secular por natureza, enfatizava a razão, a lógica e o conhecimento. Aqueles que se baseavam na religião, na superstição e no poder supremo para manterem as posições de poder, viram a sua autoridade questionada e eventualmente reduzida. A crença nos direitos humanos e na irmandade sobrepôs-se ao direito divino dos reis, até então considerado inegável. Ambas as revoluções americana e francesa foram combatidas durante esta metade do século.


As formas musicais


Embora muitos compositores tenham vivido e composto durante o Período Clássico, as três maiores figuras são Franz Joseph Haydn (1732-1809), Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) e Ludwig van Beethoven (1770-1827). Cada um contribuiu significativamente para a sinfonia, a sonata para piano, a música de câmara- o quarteto de cordas em particular - e para a música de igreja. 

desenho da palavra Sonata com o S em forma de clave mmusical

Todos utilizaram a Forma-sonata, que constitui o cerne do Período Clássico. A estrutura da sonata clássica, dependendo primeiro e principalmente do movimento harmónico, foi a forma predominante numa vasta série de primeiros movimentos de sinfonias, sonatas e obras de câmara. 

Foi também utilizada de outras formas, assim como em movimentos lentos e conclusivos dos géneros mencionados, em movimentos de grande magnitude, aberturas e em algumas partes de óperas. Neste último campo, Haydn e Mozart escreveram obras que foram bem recebidas pela audiência de então; contudo, só Mozart foi incluído no actual repertório lírico.

2. - Haydn


quadro com o rosto de HaydnFranz Joseph Haydn (Rohrau, 31 de março de 1732 — Viena, 31 de maio de 1809) foi um dos mais importantes compositores do período clássico. Personifica o chamado "classicismo vienense" ao lado de Wolfgang Amadeus Mozart e Ludwig van Beethoven. A posteridade apelidou este grupo como "Trindade Vienense". Para além disso é considerado como um dos autores mais importantes e influentes da história da música erudita ocidental com uma carreira que cobriu desde o fim do Barroco aos inícios do Classicismo. Ele é considerado a ponte e o motor que permitiram que esta evolução sucedesse.

A vida de Haydn


Haydn nasceu numa família modesta em 1732, na vila de Rohrau, próxima à fronteira com a Hungria, filho de Matthias Haydn e Maria Koller. Ninguém da família de Haydn estava ligado à música, apesar de Matthias Haydn ser um entusiasta da música folclórica e tocar harpa de ouvido. De acordo com os apontamentos autobiográficos de Haydn, a sua infância foi bastante impregnada de musicalidade dando como exemplo os frequentes serões de canto com seus vizinhos.

Os pais de Haydn, cedo perceberam que seu filho tinha dotes musicais e compreenderam que ficando em Rohrau, Joseph não teria hipótese de obter qualquer aperfeiçoamento musical sério. Por esta razão, aceitaram a proposta de um dos seus parentes, Johann Matthias Franck, mestre de capela em Hainburg, com o qual Haydn passaria a viver e a ter aulas de música. Haydn partiu com Franck e nunca mais voltou a viver com seus pais. Haydn tinha então apenas seis anos de idade.


Em 1740, Georg von Reutter, director de música na catedral de Santo Estêvão, em Viena, impressionou-se com a musicalidade de Haydn. Reutter nesse tempo viajava pela Áustria procurando pequenos cantores talentosos. Descoberto desta forma, Joseph Haydn foi enviado a Viena, onde trabalhou durante os nove anos seguintes como cantor.

O trabalho como músico - Joseph Haydn


Em 1749, Haydn, com 18 anos, deixou de ter voz para cantar e foi expulso. Desta forma, sem trabalho e na pobreza, chegando mesmo a dormir na rua, foi lançado na boémia vienense como músico ambulante. Durante este período, que durou cerca de dez anos, Haydn acabou por introduzir-se nos meios intelectuais e desenvolveu várias atividades, entre as quais, a partir de 1753, a de secretário do então famoso compositor italiano Nicola Porpora, com quem acabou por aprender os fundamentos da composição. 

Outra grande influência foi Carl Philipp Emanuel Bach, o segundo filho de johann Sebastian Bach. É a partir de 1750, com os novos conhecimentos que foi obtendo que teve a ensejo de escrever missas e a sua primeira ópera (hoje perdida) Der Krumme Teufel.


fotografia de um quarteto de cordas
Em 1757, o barão von Fürnberg convida-o a participar nos serões de música de câmara em Weinzerl, nas próximidades de Melk. Aí Haydn compõe os primeiros divertimentos e outras peças para cordas que de um só golpe estabelecem a sua reputação e o sucesso de um novo tipo de formação musical; o quarteto de cordas.


Os anos como mestre de capela


Em 1759 (1757, de acordo com alguns), Haydn recebeu seu primeiro cargo importante, como mestre de capela (Kapellmeister), para o conde Karl von Morzin. Neste cargo, Haydn dirigiu a orquestra de câmara do conde e escreveu suas primeiras sinfonias para esta formação apenas então com 16 músicos. Para além destas actividades torna-se professor de música. É por esta altura que apaixona-se por uma das suas alunas, Theresa Keller, e propõe-lhe casamento. Porém Theresa está destinada ao convento. Haydn acaba por casar com a irmã mais velha, Maria Anna Keller. Casados a 26 de Novembro de 1760, o casal nunca teve filhos. Mais tarde teria uma amante, Luigia Polzelli, cantora em Ezsterhàza.


quadro com uma pintura de um quarteto de cordas
O conde Morzin, posteriormente, sofreu problemas financeiros que o forçaram a dissolver seu estabelecimento musical e a dispensar o compositor, mas Haydn conseguiu imediatamente outro trabalho, agora como mestre de capela assistente para a família dos príncipes de Eszterházy, uma importante família da nobreza húngara e uma das famílias mais ricas e importantes do Império Austríaco. 

O contrato de 1761 demonstra as condições humilhantes que estariam reservados então a um músico de corte. Vestia o uniforme dos criados e a exclusividade de toda a sua criação era destinada ao seu patrão. Porém apesar da dureza do contrato Haydn nunca foi tratado como um criado. Grande melómano, o príncipe Paul II Ezsterházy (1711-1762), cedo reconheceu o gênio do seu subalterno e não impediria a divulgação exterior do seu trabalho a editores e ao público em geral.


3. - Palácio Eszterházy / Palácio Eszterhaza

O Palácio Eszterháza / Eszterházy em Fertöd é um famoso palácio construído naquela cidade do Noroeste da Hungria, Condado de Győr-Moson-Sopron, pelo Príncipe Nikolaus Eszterháza (1714-1790). Por vezes chamado de "Versailles húngaro", é o maior monumento Rococó da Hungria.

O palácio tem 126 salas. De entre estas destaca-se o Salão de Banquetes, o qual possui no seu teto uma pintura de Apolo na sua Biga.

A grande biblioteca acolhe quase 22.000 volumes e está adornada com a letra 'E', em referência ao sobrenome da família. A maior sala é a Sala Terrana, a qual tem a forma de uma gruta e foi inspirada no estilo italiano, então em moda. No teto dançam anjos segurando flores entrançadas com a forma de um 'E'.

Haydn em Ezsterházy

Durante o seu primeiro quarto de século, o palácio foi a casa primária do célebre compositor Joseph Haydn, o qual escreveu a maior parte das suas sinfonias para a orquestra do Príncipe. Inaugurado em 1768, foi no teatro que se apresentaram a maior parte das óperas, frequentemente com mais de cem representações anuais.

foto do exterior  do palácio Ezsterházy
Palácio de Esterhazy, foto de Bwag em Wikipedia
foto do interior  do palácio Ezsterházy - Salão Haydn
Salão Haydn, foto D.j. mueller em Wikipedia


Foi então com Nikolaus I Ezsterházy, apelidado à medida de Lorenzo di Medici, "o magnifico", que se desenvolveu a obra de Haydn. Grande mecenas e fanático musical, ele concedeu a Haydn todas as condições necessárias a que este desenvolvesse livremente o seu gênio. Quando o mestre de capela incumbente Gregor Werner morreu em 1766, Haydn passou a ser o titular do cargo. Serviu esta família por mais de 30 anos.

4. - A música de Haydn


a) Quarteto de cordas, Op. 64 no 5, "The Lark"


O quartetos de cordas , Op. 64 é um conjunto de seis quartetos de cordas compostos em 1790. Junto com seis quartetos anteriores publicados sob os números de opus 54 e 55, eles são conhecidos como os quartetos Tost, após o violinista húngaro e depois comerciante Johann Tost ter ajudado  Haydn a encontrar uma editora para os trabalhos. Ao contrário dos quartetos anteriores, Haydn realmente dedicou a Op. 64  para Tost em gratidão por seus esforços. O quarteto numero 5 recebeu o nome de The Lark.




b) Sonata No 38 em Fá Maior, Hob XVI:23




c) Segundo movimento da sinfonia nº 101 em ré maior Hob 1:101  (The Clock)






5. - Referências


Franz Joseph Haydn - Wikipedia - Textos

Músicas: Youtube - Haydn String Quartet, Tiffany Poon e Egarr Sinfonica de Galícia



6. - Outras Publicações


Música Barroca - A Música de Johann Sebastian Bach
https://historiacomgosto.blogspot.com.br/2016/10/musica-barroca-musica-de-johann_13.html

Música Romântica - A Música de Chopin
https://historiacomgosto.blogspot.com.br/2016/10/chopin-musica-do-periodo-romantico.html


terça-feira, 1 de novembro de 2016

A Dormição de Maria e a sua Abadia em Jerusalém

I - A Abadia da Dormição de Maria em Jerusalém


Abadia da Dormição é uma abadia e o nome de uma comunidade beneditina em Jerusalém, no Monte Sião do lado exterior das muralhas da Cidade Antiga, próxima ao Portão de Sião.



foto externa com visão geral da Abadia da Dormição de Maria
Abadia da Dormição, foto de eFesenko


De acordo com a tradição da região, foi neste local, próximo ao lugar da Última Ceia, que a Virgem Maria morreu. Na ortodoxia e no catolicismo, e também na linguagem da Bíblia, a "morte" é geralmente chamada de "sono" ou "dormição", e foi daí que surgiu o nome original do mosteiro, sendo que a igreja foi chamada de Basílica da Assunção (ou Basílica da Dormição).

II - A Tradição da Dormição e Assunção da Virgem Maria


Durante os primeiros quatro séculos, nada se escreveu sobre o fim da vida da Virgem Maria, embora se afirme, sem documentação sobrevivente, que a Festa da Dormição já era observada em Jerusalém logo depois do Concílio de Éfeso (431). A Igreja Católica não designa um local específico para a morte da Virgem.

A tradição da Dormição está associada principalmente com Jerusalém, que abriga o Túmulo de Maria e a Basílica da Dormição de Maria, e com Éfeso, onde está a Casa da Virgem (Meryem Ana).  

Apesar da Virgem muito provavelmente ter vivido em Éfeso, com São João existe a forte crença que a sua dormição ocorreu em Jerusalém Maria teria voltado de Éfeso para Jerusalém, onde moravam seus parentes, quando o Apóstolo João retornou para participar do primeiro Concílio da Igreja (At 15,6-29).


A crença católica e ortodoxa


Na ortodoxia e no catolicismo, na linguagem das escrituras, a morte é geralmente chamada de "dormição" ou "cair no sono" . Um importante exemplo disto é o nome desta festa; outro é a dormição de Santa Ana, a Mãe de Maria. 


pintura Dormição de Maria por El Greco
Dormição de Maria, El Greco, foto Wikipedia

De acordo com as tradições ortodoxa e católica, Maria, tendo passado sua vida depois do Pentecostes apoiando e servindo a igreja nascente, estava vivendo na casa do apóstolo João em Jerusalém, quando o arcanjo Gabriel lhe revelou que sua morte ocorreria em três dias. Os doze apóstolos, que estavam espalhados pelo mundo, teriam então sido milagrosamente transportados para estar ao lado dela em seu leito de morte. 



A única exceção teria sido Tomé, que se atrasou. Acredita-se que ele tenha chegado três dias depois da morte dela, ele a teria visto partindo numa nuvem em direção ao céu. Tomé perguntou-lhe "Onde estás indo, ó Santificada?" Ela então tomou a sua cinta e deu-a para o apóstolo dizendo "Recebe isto, meu amigo!" e desapareceu. Tomé foi levado para seus companheiros e pediu para ver o túmulo de Maria, de modo que pudesse se despedir dela. 

Maria havia sido enterrada no Getsêmani, a pedido dela. Quando eles chegaram ao túmulo, o corpo dela havia desaparecido e restava apenas uma doce fragrância. Uma aparição teria então confirmado que Jesus Cristo havia levado o corpo dela para o céu após três dias para que se reunisse com sua alma. 

A teologia ortodoxa ensina que a Teótoco já havia passado pela ressurreição que todos iremos experimentar na Segunda Vinda e está no céu num estado glorificado que os demais justos também experimentarão após o Juízo Final

Arte antiga sobre a Dormição de Maria


Além da pintura sobre a dormição de Maria de El Greco temos ainda algumas outras famosas como o mosaico da "Chora Church" em Istambul, a pintura de Andrea Mantegna no Museu do Prado, ...,.

 Mosaico dourado da Dormição de Maria na Chora Church em Istambul
Mosaico "Dormição de Maria" na Chora Church em Istambul, foto de José Luiz em Wikipedia

quadro Dormição de Maria de Andrea Mantegna
Andrea Mantegna, Museu do Prado, foto Wikipedia
 quadro com a versão de Teófanes o Grego para a Dormição de Maria
Téofanes o Grego, foto Wikipedia


III - Histórico do Prédio da Abadia



Durante sua visita a Jerusalém em 1898 para a dedicação da Igreja do Redentor (luterana), o kaiser Guilherme II comprou este pedaço de terra no Monte Sião por 120 000 marcos de ouro do sultão Abdul Hamid II e o presenteou para a "União Germânica da Terra Santa" ("Deutscher Verein vom Heiligen Lande").

Foto externa da Abadia com a visão de sua construção e dos lugares que a rodeiam - Por trás da Abadia da Abdia tem uma área pedregosa
Visão geral da Basílica e seus arredores, foto de Sofia Cohen em Wikimedia Commons


O arquiteto e gerente predial da Diocese de Colônia, Heinrich Renard (1868–1928), investigou o local em 1899 e descobriu restos de uma igreja bizantina construída no início do século V chamada "Hagia Sion" e ainda de uma outra igreja maior construída no século XII pelos cruzados, chamada de Santa Maria em Monte Sion, mas  que também foi destruída em 1187.  

A direção da nova construção foi de Theodor Sandel, um membro da Sociedade do Templo e um morador de Jerusalém. A pedra angular foi colocada em 7 de outubro de 1900 e a construção terminou em apenas dez anos; a basílica foi dedicada em 10 de abril de 1910 pelo patriarca latino de Jerusalém.


IV - A Igreja


A presente igreja é um edifício circular com diversos nichos contendo altares e um coro. Duas escadas espirais levam à cripta, o local onde se acredita que ocorreu a Dormição da Virgem Maria, e também ao órgão e à galeria, de onde duas das quatro torres da igreja podem ser alcançadas.




foto com a vista interna da Abadia da Dormição - Cúpula central com bonito mosaico em baixo no solo e capelas em círculo ao redor
Vista interna da Igreja, foto de Renata Sedmakova em Shutterstock.com



Por respeito ao vizinho local sagrado muçulmano de Nebi Daud ("túmulo de David"), que atualmente ocupa o edifício onde tradicionalmente se acredita que a Última Ceia se realizou (o "cenáculo"), a torre com o sino foi construída a uma distância suficiente para que sua sombra jamais chegue a Nebi Daud. Por isso, não é possível chegar até ela por dentro da igreja.

Internamente, a basílica circular é incrível pela sua simplicidade e beleza. No centro do seu abside semicircular há um mosaico de Maria e do menino Jesus, com as figuras dos doze profetas abaixo deles.


As Capelas

Em volta da igreja há seis capelas laterais decoradas por lindos mosaicos que descrevem cenas como Maria e o menino Jesus recebendo peregrinos, a árvore genealógica de Jesus, João Batista na margem do Rio Jordão, São Benedito - o fundador da ordem beneditina, e outros santos.



foto de duas capelas laterais na Abadia
Capelas, Abadia Dormição, foto de eFesenko em Shutterstock.com


A cripta  


Duas escaleiras espirais descem para a cripta, uma sala redonda sustentada por pilares com uma escultura de Maria "adormecida" no centro. No teto acima dela está a figura de Jesus, como se estivesse zelando por ela, rodeado pelas grandes mulheres da bíblia: Eva, Miriã, Yael, Rute, Ester e Judite. Atrás desta sala principal há várias outras capelas e outros altares doados por vários países.




 foto de escultura de Maria em cima do caixão na Cripta



Esse lugar suscita muitas emoções. É uma basílica simples, não é dos lugares mais visitados de Jerusalém, mas a sua espiritualidade é muito forte. 

As palavras do Papa Bento XVI nos ajuda a meditar sobre a assunção de Maria aos céus:

"Ao contemplar Maria na glória celeste, compreendemos que também para nós a terra não é a pátria definitiva e que, se vivermos voltados para os bens eternos, um dia partilharemos a sua mesma glória e também a terra se tornará mais bela."

(Papa Bento XVI, Audiência Geral em Castel Gandolfo, 16 de agosto de 2006)

Atrás desta sala principal há várias outras capelas e outros altares doados por vários países.


V - A comunidade beneditina em Jerusalem -  Beneditinos



 foto de Monges Beneditinos dando a benção
Benção em Mosteiro Beneditino
Os primeiros monges já haviam sido enviados para Jerusalém em 1906 vindos da Abadia de Beuron na Alemanha. Eles foram internados pela primeira vez entre 1918 e 1921, depois do final da Grande Guerra. Em 1926, o mosteiro foi elevado ao status de abadia dentro da Congregação de Beuron. Entre 1939 e 1945, os monges alemães foram internados pela segunda vez e, então, pela terceira como resultado da Guerra árabe-israelense de 1948 (1947-1949). A abadia estava localizada em território controlado pelos israelenses em Monte Sião, diretamente de frente para o território controlado pelos jordanos dentro da cidade murada.

Em 1951, a abadia se separou da Congregação de Beuron e foi colocada sob a supervisão direta do abade-primaz da Confederação Beneditina em Roma.

A comunidade elegeu seu primeiro abade em 1979.

VI - Referências


Wikipedia - Abadia da Dormição em Jerusalem / Dormição de Maria

A abadia da dormição:
https://www.holyland-pilgrimage.org/pt-pt/abadia-da-dormi%C3%A7%C3%A3o-no-monte-sion

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