sexta-feira, 3 de abril de 2015

Lisboa / Portugal - Raízes do Descobrimento

I - Cronologia da História de Portugal


                  Padrão do Descobrimento - Belém, foto historiacomgosto

 a) Idade do Ferro - Celtas e a Cultura Castro (1000 a.c. ~218 a.c.)


Os primeiros povos a habitarem a região foram os pré-celtas e os Celtas que deram origem a cultura dos Castros. Reconhecida pelos seus povoados amuralhados no topo de montes, com casas circulares, e pela sua cerâmica, esta cultura existente na Peninsúla Ibérica, foi característica da idade do ferro, e terminou com a aculturação romana e com a movimentação das populações para a planície litoral.

A cultura castreja formou-se num contexto atlântico com relações mediterrânecas por volta de 900 a.c.,. A partir de 500 a.c. desen-volve-se com o comércio púnico, importações da peninsúla itálica e também com a chegada de elementos étnicos célticos. 

 

    b) Romanos (218 a.c. ~ século V)

Os romanos chegaram a região da península ibérica em 218 a.c. e a denominaram toda de Hispânia. A exceção foi a região entre os rios Douro e o Tejo que foi denominada Lusitânia por causa da tribo celtibera dos Lusitanos


    c) Tribos germânicas (século V) e Mouros (século VIII a século XII)

No século V a Hispania foi invadida por tribos germânicas e em 711 foi invadida e ocupada pelos Mouros do norte da  África. Os mouros chegaram a região atendendo a solicitações dos próprios visigodos que tinham muitas discussões e divisões entre si.

 Os mouros logo  chegaram a dominaram toda a região. Até mesmo porque para o povo de uma forma geral tanto fazia pagar impostos para os romanos, visigodos ou mouros. Apesar de tolerantes com a cultura local e com os costumes religiosos dos povos, a religião foi o fator preponderante para estabelecer a reação da população da região. 

Os mouros trouxeram várias contribuições para o desenvolvimento da região desde a divulgação dos conhecimentos náuticos, como o uso da bússola e do astrolábio,  a propagação do sistema de numeração arábico / decimal e divulgação dos conhecimentos no campo da matemática. Os mouros influenciaram também na formação da língua portuguesa incluindo nesta cerca de 1000 vocábulos. As palavras começadas com "al" que significava o artigo "o" são todas de origem árabe.


    d) Reino de Portucale (1139 a 1385) - Dinastia Borgonha



 Afonso Henriques líder do embate e até então conde de Portucalis se proclama Rei de Portugal. Oficialmente o reino viria a ser reconhecido em 1143 com a assinatura do tratado de Zamora por Afonso VII Rei de Leão e Castela. Foi o início da dinastia de Borgonha que durou até 1385. Na Espanha, os mouros somente foram expulsos completamente  em 1492.


Dom Dinis - O sexto rei da dinastia de Borgonha, Dom Dinis, além de consolidar administrativamente o reino, teve uma atuação importantíssima para o desenvolvimento posterior de Portugal. Foi  quando o Papa Clemente V, em 1312 por pressão de Felipe da França, decidiu extinguir a ordem dos templários. Ele negociou com o Papa a criação de uma outra ordem, a dos cavaleiros de Cristo, para a qual transferiu todos os bens dos templários em Portugal e nela recebeu os participantes da ordem que foram perseguidos nos outros países. Essa ordem, criada oficialmente em 1319, posteriormente sob o comando do infante Dom Henrique, iria financiar a construção dos navios e patrocinar as viagens do período áureo do descobrimento. 


Dom Dinis celebrou em 1308  o primeiro acordo comercial com os ingleses e justamente em  1312 fundou a marinha portuguesa. Nesse período fundou também a primeira Universidade portuguesa em Lisboa a qual foi depois transferida para Coimbra.

    e) Idade de Ouro (1385 a 1580) - Dinastia Avis








Em 1415 sob o reinado de Dom João I, Portugal decidiu se expandir e conquistar a cidade de Ceuta situada no estreito de Gibraltar e entreposto comercial importantíssimo devido ao recebimento de ouros e especiarias vindas do oriente por caravanas. O comando da armada foi entregue aos filhos do rei, entre os quais o infante Dom Henrique. A conquista foi realizada mas depois de algum tempo os resultados ficaram áquem do esperado.


Animados pelo sucesso da empreitada e pela performance de seus návios Portugal lançou-se então a desafios maiores. Como a descoberta de uma rota comercial para as Índias que eliminasse a série de atravessadores existentes no comércio de especiarias.
A idade de Ouro de Portugal foi no reinado de Dom Manuel I, com o domínio do comércio marítimo com as Índias em 1498 e com  a chegada ao Brasil em 1500. De 1385 a 1580 foi a Casa de Avis a dinastia dominante.


Infante Dom Henrique e escola de Sagres:


Quinto filho do fundador da dinastia Avis, Dom Joao I, Henrique nasceu a 04 de março de 1394. Em 1414 convenceu seu pai a empreender a conquista de Ceuta no estreito de Gibraltar. Henrique foi um dos líderes da Armada portuguesa. Coube a ele a partir de 1416 a administração da cidade a partir da cidade de Lisboa. 

Após o seu regresso de Ceuta, o infante Dom Henrique fixa-se em Sagres na Vila do Infante, rodeia-se de mestres nas artes e ciências ligadas à navegação e cria uma Tercena Naval (armazém de galés) a que é comum chama-se Escola de Sagres.

Em maio de 1420, Henrique foi nomeado grão mestre da Ordem de Cristo, herdeira dos bens dos templários. Os recursos da ordem foram fundamentais para a construção da armada portuguesa e fator  decisivo  do sucesso português nas conquistas da era do descobrimento. 
 
   f) Unificação dos Reinos - Dinastia dos Habsburgos

No período de 1580 a 1640, devido a falta de descendentes Portugal foi anexada ao reino de Aragão e Castela. Nesse breve período foi a Casa dos Habsburgos a dinastia no poder.


     f) Era do Absolutismo (1640 a 1807) - Dinastia Bragança

Em 1640, os portugueses se revoltaram em Lisboa e o duque de Bragança foi feito rei.  O século 18 se desenrolou de uma maneira bastante favorável para  reino de Portugal graças ao Ouro e Diamantes explorados no Brasil. 

A partir de 1750 no reinado de Dom José I, a administração do reino foi confiada a Sebastião José de Carvalho e Melo, mais tarde Conde de Oeiras e finalmente Marquês de Pombal. Personalidade controversa, a ele coube a tarefa de reconstruir a cidade de Lisboa após o terremoto de 1755 e promover reformas administrativas em que ele foi influenciado pelo iluminismo vigorando pela Europa. Pombal fez grandes melhorias no reino mas exercia o poder de forma impiedosa. Em 1755 iniciou uma campanha obstinada contra a Companhia de Jesus, terminando por convencer Dom José a bani-la do reino de Portugal e do Brasil em 1759. Finalmente ele conseguiu que o novo Papa Clemente XIV eleito com apoio de Portgal em 1769, decretasse a extinção da ordem em 1773. 

A dinastia Bragança esteve no poder de 1640 a 1910.

   f) Monarquia e Cortes (1640 a 1910) - Dinastia Bragança

Em 1807 a França invade Portugal e o rei Dom João VI foge para o Brasil onde instala o reino unido do Brasil. Os portugueses conseguem se libertar dos franceses, com a ajuda dos ingleses em 1808. Apesar disso o rei Dom João VI continuou a residir no Brasil deixando Portugal sob a regência do General Inglês Beresford. 

Em 1820 originou-se no Porto uma revolução convocando cortes constituintes e obrigando Dom João VI a retornar a Portugal e assinar a nova constituição.  


Com a independência do Brasil em 1822, Portugal viu-se sem a fonte de recursos advindo da colônia e um período de dificuldades políticas e econômicas marcou o período de 1820 a 1910. No aspecto político as cortes portuguesas exigiam cada vez mais uma constituição diminuindo os poderes do rei e o fortalecimento dos partidos políticos. Por outro lado a disputa pela sucessão de Dom João VI colocando de lados opostos, Dom Pedro I e seu irmão Dom Miguel gerou uma guerra civil que durou de 1828 a 1834 enfraquecendo ainda mais a monarquia. Finalmente Dom Pedro assume Portugal como Dom Pedro IV. A dinastia mantém-se, diminuindo sua inflência,  até 1910 quando finalmente é proclamada a república.

 II - A cidade de Lisboa


Visão dos telhados da cidade de Lisboa, foto historiacomgosto


Devido a excelente localização no estuário do Tejo, desde a antiguidade a área foi habitada por povos de várias origens. No primeiro milênio a.c., a região foi invadida pelos celtas. O povoado pré romano de Olisipo teve origem cerca de VIII a VII seculos a.c.,. No fim do domínio romano, Olisipo foi um dos primeiros núcleos a acolher o Cristianismo. Ela foi tomada pelos visigodos de Toledo que a chamaram de Ulishbona. Os árabes liderados por Tariq, invadiram a península ibéica com suas tropas em 711. Olishbuna foi conquistada pelas tropas de um dos filhos de Tariq; A cidade foi tomada em 714 pelos mouros vindos do norte da África. Em árabe chamavam-na de al-Lixbuna Aluxbuna.

A conquista de Lisboa

O primeiro rei de Portugal a conquistar a famosa e opulenta cidade foi Dom Afonso Henriques, que com seu exército de cruzados tentou a conquista em 1137, 1140, para finalmente tomar posse em 1147. A cidade tornou-se capital do reino em 1255.



III - Casario, Ruas e Planos Inclinados


O Casario português ainda se faz presente nas regiões do Chiado e da Baixa. Casas decoradas co pinturas, esculturas, sacadas, são ainda comuns de encontrar embora nem todas esteja em perfeito estado de conservação.
    



Praça do Comércio / Terreiro do Paço


Praça do Comércio, foto historiacomgosto


Essa imensa área abrigou o palácio real por mais de 400 anos. Ela é mais conhecida dos habitantes locais como Terreiro do Paço. O rei Manuel I, em 1511 transferiu a residência real do Castelo de São Jorge para este local na beira do rio e portanto mais conveniente. O primeiro palácio junto com a sua Biblioteca de 70 mil livros foi destruído pelo terremoto de 1755. No centro da praça está a estátua do rei José I erigida em 1755 por Machado de Castro, importante escultor portuguê. Em 01 de fevereiro de 1908 o rei Carlos e seu filho, Luís Filipe foram assassinados quando passavam pela praça. Em 1974, a praça foi palco do primeiro levante do Movimento das Forças Armadas, a Revolução dos Cravos. O arco triunfal conduz a rua Augusta e é o portão de entrada da Baixa.


Bonde 28

Um dos passeios mais tradicionais em Lisboa é tomar o Bonde 28. Essa linha foi inaugurada em 1914 tendo hoje um percurso de 7 Km.

Este meio de transporte sobreviveu ao surgimento do automóvel e dos ônibus por ser a melhor forma de atravessar as ruas estreitas, ladeiras e as curvas apertadas dos bairros históricos. Faz parte da vida cotidiana de Lisboa. O seu trajeto passa pela Sé, Chiado, Alfama, Estrela e Prazeres.






Elevador de Santa Justa

Construído no início do século XX por um aprendiz de Gustave Eiffel, o arquiteto francês Raoul Mesnier, o elevador de Santa Justa é um das construções mais excentricas da área da Baixa. Com uma altura de 32m o elevador liga a área da Baixa com o largo do Carmo. No seu topo pode-se apreciar uma  vista muito bonita das áreas da Baixa e do Rossio. Em 1988 houve um incêndio que praticamente destruiu o bairro do Chiado e quase atingiu o elevador.


III - A Lisboa do Período Colonial


a) Torre de Belém


Torre de Belém, foto historiacomgosto


Ponto de partida dos navegadores portugueses na Era dos Descobrimentos, a Torre de Belém foi encomendada por Dom Manuel I para ser construída como uma fortaleza no meio do Tejo. A sua construção durou de 1515 a 1521 e a beleza da sua decoração externa imitando cordas esculpidas na pedra, tornaram a Torre o cartão postal de Lisboa e é o monumento mais visitado e fotografado da capital portuguesa.

b) Padrão dos Descobrimentos



Padrão dos descobrimentos, foto historiacomgosto


Localizado também às margens do Tejo e próximo a Torre de Belém, o padrão dos descobrimentos foi construído em 1960 para celebrar o quinto centenário da morte do Infante Dom Henrique, o Navegador. No monumento estão representados além de Dom Henrique, Afonso V patrono dos exploradores, Vasco da Gama, Pedro Alvares Cabral e Fernão de Magalhães. O monumento tem a forma estilizada de uma caravela e tem cerca de 52 m de altura.

c) Mosteiro dos Jerônimos




Mosteiro dos Jerônimos, foto historiacomgosto


Iniciado a pedido do Rei Dom Manuel I, em 1501, o Mosteiro dos Jerônimos tinha a finalidade de reunir em panteão a dinastia Avis-Beja por ele iniciado. O Mosteiro vinha substituir a igreja de Santa Maria de Belém, onde os monges da Ordem de Cristo prestavam assistência aos marinheiros em trânsito. A construção levou cerca de cem anos para ficar pronta, e foi praticamente custeada pelo rei.


Vista aérea do Mosteiro - site www.mosteirojeronimos.pt

O mosteiro foi construído com pedra lioz e exibe uma faixada de cerca de 300 metros praticamente com a mesma altura em todos os pontos. O Mosteiro é considerado como a jóia da arquitetura manuelina que engloba elementos do gótico final e do renascimento. 



Claustro do Mosteiro dos Jerônimos, foto historiacomgosto


Para ocupar o Mosteiro,  O rei Dom Manuel escolheu a ordem de São Jerônimo, e deu-lhes as funções de rezar pela alma do rei e prestar assistência espiritual aos marinheiros e navegadores que dali partiam para o descobrimento de novas terras. A ordem de São Jerônimo ocupou o espaço por cerca de quatro séculos. Ela foi dissolvida em 1833 e  o lugar foi então desocupado.  

A partir dessa data o prédio do mosteiro foi entregue ás instituições seculares. Inicialmente com a Real Casa Pia de lisboa, instituição de acolhimento de órfãos, mendigos e desfavorecidos. Em 1860 iniciou-se um período de remodelação e recuperação do mosteiro que durou até início do século seguinte. 

É interessante observar que em 1755, durante o terremoto que destruiu grande parte de Lisboa, o mosteiro resistiu bem à catástrofe com poucas partes afetadas e logo sendo restauradas. Em 1983 o Mosteiro é declarado pela Unesco Patrimônio Cultural da Humanidade. 

Igreja de Santa Maria de Belém


No mosteiro fica a Igreja de Santa Maria de Belém. A igreja tem uma forma de cruz latina e é composta pos três naves reunidas por uma única abóbada polinervada. Logo na entrada encontram-se os túmulos de Vasco da Gama e Luís de Camões nos sub-coros esquerdo e direito. Estão também sepultados ali os restos mortais do Cardeal-rei D.Henrique e os dos filhos de D.Manuel I.No transepto direito estão o túmulo do rei Dom Sebastião e dos descendentes de Dom João III.


Vista do interior da Igreja Santa Maria de Belém, foto historiacomgosto



d) O Castelo de São Jorge


O castelo de São Jorge era uma cidadela mourisca que foi transformada na residência dos reis portugueses por Afonso Henriques logo após a tomada de Lisboa em 1147. Em 1511, Manuel I ergueu um palácio mais luxuoso na praça do comércio e o castelo se transformou em prisão e depósito de armas.

e) Praça Dom Pedro IV



Praça de São Pedro


Com o Teatro Nacional Dona Maria II ao fundo essa praça é um movimentado ponto de encontro com cafés e docerias.

IV - A Lisboa Moderna


A parte mais nova de Lisboa se situa na costa leste onde foi preparado o Parque das Nações destinado a sediar a EXPO 98. Essa área hoje dispõe  de espaços de lazer e convivência, além de abrigar  edifícios de arquitetura contemporânea.


                 
           
 Ponte Vasco da Gama    
Edifícios Modernos
             
















V - A Culinária Portuguesa

Tirar a pele e as espinhas do bacalhau. Cortar em postas e colocar de molho 24 horas antes do preparo, para tirar o sal. Trocar a água 3 ou 4 vezes.
Colocar o bacalhau para cozinhar. Para que fique macio, retirar o bacalhau assim que formar uma espuma por cima da água. Retire o bacalhau com uma escumadeira, deixe esfriar. Nesta mesma água em que foi cozido o bacalhau, colocar as batatas para cozinhar, partida em cubos médios, até que fiquem macias (al dente). Verifique o sal da água e se necessário acrescente mais um pouco para que as batatas fiquem temperadas. Divida o bacalhau em lascas e reserve.

Molho

Pique a cebola em cubos pequenos e coloque em uma panela. Junte o azeite, o alho e a pimenta do reino. Deixe ferver até que a cebola fique transparente (não deve ficar dourada, apenas cozida no azeite).

Montagem

Em um pirex médio monte o prato. Coloque as batatas, em seguida o bacalhau. Regue com ¾ do molho de cebola. Em seguida coloque os ovos cozidos fatiados em rodelas e as azeitonas. Cubra com a farinha de rosca. Por último, bata o ovo cru, salpique sobre a farinha de rosca e regue tudo com o restante do molho de cebola. Leve ao forno para gratinar até que o azeite esteja fervendo.
receita de www.oglobo.com

VI - Dicas Úteis


a) O que fazer


a) Um passeio pelo bairro alto, Trindade, descendo pelo Chiado, até a Baixa. Visite a praça do Comércio, as escadarias para o Tejo, o portal para a rua Augusta, e o elevador de Santa Justa. Do alto do elevador tem-se uma visão magnífica da cidade. 
 
b) Visite a Torre de Belém, o padrão do  Descobrimento e o  Mosteiro de São Jerônimo. Na saída do Mosteiro vá até o local onde se fazem os famosos "Pastéis de Belém". Aprecie-os pois como os croissantes nas França, não existem iguais.

c) Visite a área do parque das nações, local que sediou a EXPO 98 dedicada aos oceanos. Na região temos o Oceanário, o maior aquário do mundo. Tem-se uma bela vista da Ponte Vasco da Gama, e temos uma região de edifiício modernos e uma quadra repleta de restaurantes.

d) Em outro dia reserve para o Castelo de São Jorge, Igreja da Sé, Museus, ...,.

e) Faça um bate e volta para Sintra, Estoril e Cascais. Imperdível.

b) Como ir

A Tap tem voo direto São Paulo x Lisboa  em torno de US$ 790,00 dólares mais taxas com duração de 10:00h. SwissAir, Lufthansa e Ibéria são outras opções com 1 parada por US$ 750,00 dólares mais taxas e duração total em torno de 16:00h. 

c) Onde ficar

Boas opções são o Clarion Lisboa Suites e SANA Lisboa. Outras opções no tripadvisor.com e booking.com.

d) Onde comer


Cervejaria Trindade

Inaugurada como cervejaria desde 1836, no local onde em  1294 havia sido fundado o convento da Santíssima Trindade, a Cervejaria Trindade é um dos locais mais característicos de Lisboa. Funciona como Restaurante, Bar ou apenas para comer um petisco. Uma pedida interessante é comer um "prego" com uma cerveja bem gelada. O prego é um sanduiche de filet e é muito saboroso. A cerveja e o chope são imperdíveis. A cervejaria fica no Bairro Alto / Chiado.

Pastéis de Belém


Considero que a melhor experiência degustativa em Portugal se passa na famosa casa "Pastéis de Belém". Em 1837, após o fechamento das ordens religiosas e do mosteiro dos jerônimos, algumas pessoas originárias do convento começaram a fabricação nessa loja próxima, do que logo ficou conhecido como Pastéis de Belém. Com a receita transmitida através dos mestres pasteleiros, os pastéis são feitos artesanalmente e tem um sabor inigualável. Aqui os pasteis  são comidos ainda quentes, recém fabricados, e polvilhados com açúcar e canela. 

Experiência obrigatória em Lisboa.


Bacalhau

Para comer um bom bacalhau consulte os guias locais. A Laurentina é um dos mais famosos restaurantes que servem bacalhau a um preço convidativo.

VII - Referências


- História de Portugal - Albert - Alain Bourdon

- Vídeo "Caravelas e Naus um Choque Tecnológico no século XVI" - Panavideo Produções
- Guia Visual da Folha de São Paulo

- Wikipedia - Lisboa / Portugal


sexta-feira, 6 de março de 2015

Pedra Azul - Montanhas Capixabas

1. - A colonização  da região de Pedra Azul


Pedra Azul, Domingos Martins, foto historiacomgosto


Em meados do século XIX, o Espírito Santo começou a receber imigrantes  de várias regiões da Europa, principalmente da Alemanha e Itália, a partir de um decreto do Imperador Pedro II em 1846, que tinha a finalidade de recrutar imigrantes europeus para trabalhar no Brasil. 

A partir de 1847 começaram a chegar imigrantes alemães na região de Santa Isabel que fizeram a colonização de Domingos Martins começando pela área chamada Campinho. Na região das montanhas, a imigração começou a partir de 1875 com os imigrantes italianos chegando na região do Aracê  através do Araguaia. 

Com a construção de uma estrada através da região serrana, fazendo a ligação dos estados de Manas Gerais e Espírito Santo um  novo fluxo de imigrantes italianos se estabeleceu na região. 

As primeira famílias italianas a chegarem na região foram:  Canal, Bravim, Grecco, Módolo, Uliana, Bassani, Lorenzoni, Curbani, Ronchi, Pupin, Poletto e outras. 

Na região da Pedra Azul, especificamente, chegaram as famílias Fassarela, Pizzol, Gagno, Girardi, Peterle, entre outras. 

O distrito de Aracê, primeiramente chamado de Pedreiras, embora pertencente ao município de Domingos Martins (colonização alemã), fica mais próximo da sede do município de Venda Nova (colonização italiana) com o qual mantém a maioria das relações comerciais e afetivas. 

Um movimento pela emancipação de Pedra Azul com administração própria e políticos voluntários  teve origem há cerca de 10 anos  é ainda um sonho dos que habitam a região.


02. - Geografia e Topologia da  Região 


O pico da pedra azul é um maciço de gnaisse com 1822 m localizado dentro do parque estadual de pedra azul. Desse material rochoso chamado gnaisse são também formados a Pedra do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro e a Pedra do Ingá na Paraíba.

O maciço adquire diversas colorações, azul, verde ou amarela, graças aos líquens que crescem na pedra. A origem do maciço remonta há cerca de 550 milhões de anos. 

Uma saliência em forma de lagarto é um detalhe que chama a atenção já tendo conferido a mesma o nome de Pedra do Lagarto. Hoje essa saliência dá nome a uma rota de xxx km que passa nos seus arredores e constitue uma das principais atrações turísticas da região. 

Ao lado da Pedra Azul fica a Pedra das Flores, com 1909 m. Ambas ficam localizadas no Parque Estadual da Pedra Azul com 1240 hectares de Mata Atlântica. 


2.1 - Parque Estadual de  Pedra Azul


Com uma altitude média de 1350 m, o parque estadual de Pedra Azul tem uma área de 1.240 hectares dos quais apenas 5% é aberto a visitação. A área do parque compreende a Pedra Azul e Pedra das Flores. è uma região com rica biodiversidade e foram lá catalogadas diversas espécies de fauna e flora. Cerca de 182 espécies de aves, 51 espécies de bromélias, e 126 espécies de orquídeas. No parque existem ainda muitas cobras, veados, macacos, preguiças e algumas onças. O parque consta com  trilhas para visitação, mas  a sua exploração somente pode ser feita com visitas guiadas agendadas com antecedência. 

2.2 - Colorações da Pedra Azul


A pedra azul pode adquirir ainda outras colorações devido ao líquen que cresce no seu interior.



2.3 - Circuitos Turísticos


Devido a riqueza e diversidade da região, podemos dividir a região turística de Pedra Azul em alguns circuitos; a) Rota do Lagarto; b) Vila, Aracê e São Paulinho; c) Caxixe e Bela Aurora; d) Estrada Afonso Claudio; e) Venda Nova.

Apesar de todos serem relativamente perto, distancias de 10 a 20 Km, a diversidade impossibilita que se conheça todas as áreas em apenas um final de semana. Por isso é normal que as famílias de Vitória já escolham a região para ter uma segunda residência, ou façam esse passeio várias vezes por ano usufruindo da oferta de bons hotéis e restaurantes. 


03. - Entorno Principal da Pedra Azul - Rota do Lagarto


Dá-se o nome de rota do lagarto a um pequeno trecho de estrada que sai da rodovia Br 262, na lanchonete Peterle, margeia a Pedra Azul, passando em frente ao parque estadual, onde se situam muitas pousadas, cafés, restaurantes e condomínios, e termina na rodovia ES 064, estrada para Vargem Alta. 

fazenda em Pedra Azul, foto historiacomgosto

3.1 - Cavalgadas e café Colonial



Pedra Azul visto da área do parque, foto historiacomgosto

a) Fjordland


Uma iniciativa do empresário Erling Lorentzen, a Fjordland apresenta opções de cavalgada em legítimos cavalos dinarmaqueses da raça Fjord, um café colonial na cafeteria Haimmen Coffee, com café 100% arábica e orgânico, e também apreciar o artesanato local, ou conhecer um pouco da história da Dinamarca na biblioteca do local.

Para mais informações consulte: https://www.fjordland.com.br/

    Entrada principal                                   cavalgada                                deck do café Heims

3.2 - Artesanatos e Delicatessen


Localizada na junção da Rota do Lagarto com a rodovia ES 064, a  Marietta delicatessen se distingue pela fineza  de seus produtos. Todos de boa qualidade aliados a uma loja primorosa na sua decoração é sempre prazeiroso fazer uma visita lá e adquirir uma de suas massas de gnochi ou raviolli. Os seus pães caseiros e suas tortas também são todas especiais. 
              Marietta Delicatessen

4.  Agroturismo - Aracê, São Paulinho


4.1 - Plantações de Morango - Sítio Herança e Sítio do Ronchi




No sítio Herança, de propriedade do Sr. Angelo   Modolo, a atração é a colheita do morango realizada    pelos próprios visitantes. Como uma atração a mais para , o Sr. Angelo ainda     permite aos clientes em compra, a prova e a    degustação durante a colheita. Já o sítio do Ronchi se caracteriza pelo desenvolvimento de uma espécie de morango "fora de época" que dá no início do ano, quando o normal é no período maio -julho.

4.2 - Penha Azul


Situada na Vila, o sitio Bela Azul seg destaca por fazer plantações orgânicas de morango e hortaliças, além de um chalé disponível para aluguel.


  Casa principal - sítio Bela Azul                       Capelinha situada na pedra


4.3 - Hortaliças hidroponicas


Em Pedra Azul não precisa comprar hortaliças no supermercado. Quem tem casa pode ter a sua própria horta ou ainda adquirir todas as espécies de hortaliças direto dos produtores. Um deles, situado na rodovia ES 064, km 5, cultiva todas as hortaliças de forma hidropônica, onde todos nutrientes são passados via um pequeno filete de água. 


05 - Agroturismo - Caxixe, Bela Aurora, Venda Nova




05.1 - Parque Selva Sassiri - Arvorismo e Tiroleza

A aventura de fazer uma travessia entre plataformas montadas no alto de árvores com diferentes tipos de obstáculos, é uma das opções oferecidas para os amantes da natureza e dos esportes radicais.

 O circuito com 1,5 km de extensão pode ser praticado em um dos tres niveis com alturas que variam de 03 a 18 metros. A outra opção, menos radical e talvez melhor de ser apreciada é a tirolesa. Com 450 m de extensão e circuito de ida e volta, a tirolesa chega a uma altura máxima de 50m, desnível de 25m  e velocidade de até 25km/h. Mais informações em www.selvasassiri.com

5.2 - Pesque e Pague - Fazenda Saúde



Na fazenda saúde temos um pesque pague com uma área ideal para as crianças se divertirem. Para conseguir sucesso na pesca tem que ter bastante persistência, mas o passatempo se completa com um bom almoço com polenta, costela e frango frito, tudo preparado no fogão a lenha. Um bom programa para quem tem crianças.



05.3 - Cervejaria Altezza





Fabricada artesanalmente pelo mestre cervejeiro, em pequenas quantidades, e com todos os ingredientes importados, as cervejas produzidas na Altezza  apresentam um excelente padrão de qualidade e podem ser apreciadas no local. A sede se localiza nesse belíssimo lugar, antes uma tradicional casa de fazenda  da família.




06. - Agroturismo - Venda Nova 


6.1 - Fazenda Carnielli



Um dos pioneiros em toda região no desenvolvimento do agroturismo, a fazenda carnielli proporciona aos visitantes uma pequena vivencia dos processos de cultivo e transformação do café, do milho e do leite. Na lojinha da fazenda é possível adquirir uma grande variedade de queijos finos, pó de café, fubá, linguiça, socol entre outros.  Informações e fotos do site www.carnielli.com.br

6.2. - Orquidários - Orquidário Caliman


Cultivado pelo proprietário, Sávio Caliman, esse orquidário situa-se no distrito de Lavrinhas a cerca de 1,5 km do centro de Venda Nova, e impressiona a todos que o visitam, pelo seu tamanho. São cerca de 12.000 mudas de orquídeas entre naturais e hibridas. O proprietário, apaixonado pelo seu cultivo, é detentor de vários prêmios a nível nacional. É possível também ao visitante adquirir algumas de suas mudas que estão em exibição.






6.3 - Festa da Polenta


Um dos eventos mais tradicionais do Espírito Santo, a festa da polenta acontece em Venda Nova há mais de 20 anos. Iniciada em 198x pelo Padre Cleto, o seu objetivo inicial era angariar fundos para a construção do Hospital Padre Máximo. Antigo desejo dos moradores da região. 

Devido ao seu sucesso, a festa tornou-se um evento obrigatório e parte do calendário turístico do Espírito Santo. Com a presença de cerca de 5.000 pessoas por dia de festa a organização teve que ser aprimorada. Constituiu-se a AFEPOL, associação festa da polenta, adquiriu-se um terreno para perenizar a localização e mesmo assim a festa demandava por mais espaço a cada ano. A partir de 2012, decidiu-se que a festa passaria a ocorrer em dois finais de semana, sempre em novembro.



A cidade toda se prepara e as casas fazem uma decoração especial para homenagear as suas tradições e bem receber os vistantes. Na abertura da festa um desfile com carros alegóricos passeia pelo centro da cidade e termina no ginásio do "Polentão" onde ocorre a escolha da Miss Festa da Polenta. Posteriormente, exatamente às 12:00h ocorre o tradicional "tombo da polenta". Onde de um caldeirão especial, fundido nas oficinas da antiga CST, em Vitória, verte o seu conteúdo de cerca de 2.000 kilos de polenta para ser apreciado pelos presentes no seu tradicional almoço.





                                          Tradicional tombo da polenta.


07. - Restaurantes


a) Valsugana

Dirigido pelo casal Claudio e  Marília (Chef), o rest. Valsugana tem o sabor mais refinado da região. Com uma cozinha de vertente italiana, os pratos de carne e massa são o ponto fote do restaurante. Destaques para o "filet com ravioli de maçã", "medalhão com ravioli de batata baroa", e as tradicionais sobremesas de brownie e torta trufada. A vista do Valsugana é de cair o queixo. O restaurante é todo circundado por um belo pomar e fica de frente para a Pedra Azul. Na temporada de abril a julho, almoçar no Valsugana com um belo vinho é o programa nota 10 do inverno capixaba.


b) Lago da Lua


Conduzido pelo Chef Aluizio, e sua esposa, o Lago da Lua tem uma comida primorosa. Destacam-se o filé com molho de jabuticaba, as lascas de carneiro com ervas, o "magret de canard" (filè de pato) com molho de acerola e ainda a torta trufada de sobremesa.




08. - Hotéis


a) Pousada dos Pinhos


O mais tradicional hotel da região com uma grande variedade de opções para recreação infantil é a Pousada dos Pinhos. Adotando um regime de Pensão Completa, o hotel tem piscina aquecida, toboágua, trilhas, passeios de cavalo e charrete, ...,.


b) Aroso Paço Hotel


Mais indicado para casais, o Aroso tem uma bela arquitetura e móveis e utensílios mais modernos e de bom gosto. O hotel também tem opções de trilhas, piscina, e restaurante. Normalmente o regime da diária também é de pensão completa.


09. - Condomínios


A região de pedra azul é circundada por vários condomínios, chácaras, casas, hotéis e restaurantes; Devido a grande diferença de temperatura entre Vitória (litoral) e Pedra Azul (montanhas) a região além de ser bastante frequentada nos finais de semana já se torna uma opção de morada permanente ou casa de inverno de muita gente da região de Vitória. Com as devidas proporções de tamanho, podemos dizer que a Pedra Azul é o Campos do Jordão dos capixabas.

Vários condomínios como o Tre-Fiori, Villaggio Verdi, Cerro Azul, ..., oferecem terrenos de 1.000 a 2.000 m2 onde os moradores podem combinar casas e jardins e usufruirem de uma vida mais próxima à natureza.


10. - Como Chegar


A vila de pedra azul, distrito do Aracê, fica a 90 km de distãncia de Vitória, através da rodovia Br 262 que liga Vitória a Belo Horizonte. Esse percurso é feito normalmente em torno de 02 horas.

11. - Clima


Reza a lenda que a região de Pedra Azul tem o terceiro melhor clima do mundo. Não se sabe a origem dessa afirmação. O certo é que situado a uma altitude que varia de 900 m a 1100 m, a região tem uma diferença de temperatura de 08 a 10 graus a menor que a cidade litorânea de Vitória. Isso faz que na época do calor em janeiro, podemos ter um clima agradável que chega no máximo a 27 graus C, e em junho, julho, temos temperaturas variando tipicamente de  04 graus C a 14 graus C. Ideal para tomar vinho, comer fondue, ...,.





12 - Quando ir


A região de  Pedra Azul é boa de ser visitada praticamente o ano inteiro. No verão, quando se quer fugir um pouco do calor, encontramos lá a temperatura mais amena. 

Entretanto, é inegável que no período de abril a setembro, temo o charme especial do frio das montanhas nos convidando a tirarmos os nossos casacos do guarda-roupa  e apreciarmos as comidas e bebidas de inverno como um chocolate quente, fondue e bons vinhos disponíveis nos diversos café e restaurantes. Nesse período as reservas nos hotéis devem ser feitas com bastante antecedência pois a procura é grande e costuma lotar todos os estabelecimentos.

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